Patrus em entrevista: “A saída é fortalecer os movimentos populares”

“Na semana em que começa a Caravana Semiárido contra a Fome, organizada pela Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), Patrus concedeu uma entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, na qual fala do recém-divulgado dado de crescimento da pobreza extrema depois do golpe de estado de 2016, as razões e as saídas para essa triste realidade.”

Entrevista completa em: https://www.brasildefato.com.br/2018/07/30/patrus-ananias-a-saida-e-fortalecer-os-movimentos-populares/

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Lobby do agronegócio DENUNCIADO

“Os deputados Patrus e Nilto Tatto (PT-SP) protocolaram ontem (18) uma representação na Procuradoria Geral da República para apurar possíveis conflitos de interesses envolvendo o governo federal e as multinacionais Basf, Syngenta, Nufarm e Bayer CropScience, gigantes do agronegócio que atuam no Brasil.

Na ação, os parlamentares pedem apuração de denúncia feita em reportagem do site Intercept Brasil, do dia 13 de julho de 2018, que revelou a viagem de 9 servidores do Ministério da Agricultura, Anvisa e Ibama para participar nos Estados Unidos de um evento ocorrido em março passado e organizado por uma consultoria que trabalha para grandes fabricantes de pesticidas — vários deles com negócios no Brasil.

[…] De acordo com os parlamentares, a viagem pode ter violado as normas éticas na administração pública e possivelmente prejuízos ao erário.”

Matéria completa em: https://ptnacamara.org.br/portal/2018/07/18/basf-syngenta-nufarm-bayer-e-governo-temer-poderao-sofrer-investigacao-por-possivel-conflito-de-interesse-na-liberacao-de-agrotoxicos/

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Patrus: precisamos interromper o desmonte social do Brasil

O deputado Patrus Ananias falou em evento no Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região. Na conversa com líderes dos bancários de Belo Horizonte e região, Patrus destaca que o golpe contra a democracia tem causado agravamento das questões sociais a olhos vistos, com aumento de população em situação de rua, da pobreza, da mortalidade infantil.

Mas as pessoas estão percebendo isso, resultando em resistência em relação aos golpistas e ao desmonte dos direitos sociais.

Energia não é um bem de mercado, é um setor estratégico ao desenvolvimento do país

Em entrevista ao programa “Câmara Hoje”, Patrus analisa a aprovação do texto principal do projeto que permite a privatização de 6 distribuidoras de energia sob controle da Eletrobras.

“É a venda de um bem estratégico para a soberania, para que o país decide seus próprios rumos de desenvolvimento”, diz. “Além disso, é a venda das águas. Tudo isso entregue a um capital internacional que busca o lucro, mas o lucro para seus próprios países de origem.”

“PL do Veneno” que facilita liberação de agrotóxicos enfrenta resistência do PT e da sociedade civil

“Apesar da resistência da sociedade civil, de várias entidades ambientalistas, de pesquisadores da área da saúde, de organismos internacionais e de parlamentares progressistas, a comissão especial que analisa o chamado ‘PL do Veneno’ (PL 6.299/02) se aproxima da consumação de mais um retrocesso sem precedentes, que levará mais veneno ao meio ambiente e à mesa dos brasileiros.

[…] De autoria do atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), o projeto flexibiliza o consumo de agrotóxicos no Brasil, fazendo o País voltar muitas décadas no tempo.

Desde que o debate desse tema foi ressuscitado na Câmara, parlamentares e entidades contrárias ao PL denunciam que, por trás da tentativa de facilitar no Brasil o uso de venenos que já são proibidas em outros países, existem interesses de grandes multinacionais produtoras dessas substâncias.”

Matéria completa em: https://ptnacamara.org.br/portal/2018/06/19/pl-do-veneno-que-facilita-liberacao-de-agrotoxicos-enfrenta-resistencia-do-pt-e-da-sociedade-civil/

Patrus recebe o embaixador da União Européia no Brasil

Uma extensa troca de informações e observações marcou o dia de ontem, no gabinete de Patrus na Camara, com o encontro do deputado e o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho.

O encontro foi pedido pelo embaixador, estendeu-se por mais de uma hora e meia e teve por tema a conjuntura no Brasil e na Europa. Cravinho estava acompanhado por Maria Luiza Benitez-Donoso, primeira-secretaria da delegação da UE no Brasil para Assuntos Políticos, Econômicos e de Informação.

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Patrus assina voto contra o Pacote do Veneno

A bancada ruralista e outros parceiros da indústria de venenos agrícolas pretendem impor ao Brasil uma legislação que os Estados Unidos e países europeus renovaram no século passado e substituíram por restrições aos agrotóxicos.

Esta é uma das denúncias que o deputado Patrus e mais 5 parlamentares do PT apresentam no voto entregue, nesta terça, à Comissão Especial da Câmara que analisa propostas destinadas a favorecer a produção, a venda e a aplicação de agrotóxicos.

A comissão está às vésperas de votar um substitutivo a projeto do senador Blairo Maggi, hoje ministro da Agricultura, já aprovado pelo Senado. A nova proposta é ainda mais favorável à indústria de agrotóxicos do que o projeto original e, portanto, mais ameaçadora à saúde da população e ao meio ambiente.

O voto dos petistas afirma que “os propósitos reais” da proposta “são os de criar permissividade e facilidades ainda mais abusivas para os venenos agrícolas no Brasil, impondo a liberalização do uso dos pesticidas sobre os objetivos da segurança alimentar e nutricional da população, da saúde pública e dos cuidados com o meio ambiente”.

Mais de 10 pontos da proposta são duramente criticados pelos representantes do PT — além de Patrus, os deputados Padre João (MG), João Daniel (SE), Bohn Gass (RS), Nilto Tatto e Paulo Teixeira (SP).

Na tarde passada, representantes de mais de 40 entidades e instituições protestaram na Câmara contra as novas regras defendidas pela bancada ruralista e outros parceiros da indústria do veneno.

O desenvolvimento nacional, o exemplo do Japão e o grande nacionalista Barbosa Lima Sobrinho

Dentro do planejamento de atividades da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional, terminei recentemente a releitura de um livro essencial para discutir a questão dos interesses nacionais e da criação de um projeto nacional diante dos dilemas impostos pela entrada do capital estrangeiro.

“Japão: O Capital se faz em casa”, escrito por Barbosa Lima Sobrinho, expoente do nacionalismo brasileiro, retrata o modelo de desenvolvimento adotado com enorme êxito pelo país asiático: por um lado, a aposta no desenvolvimento interno, com o fortalecimento das bases industriais e comerciais nacionais; por outro, a entrada de capital estrangeiro através de empréstimos, para que o país pudesse escolher em quais áreas estratégicas alocar tais recursos.

É nessa direção que pensamos o projeto de país que começa a se formar com os trabalhos da Frente em Defesa da Soberania: estímulo à economia nacional, incentivo a micro, pequenos e médios empresários, foco em desenvolvimento regional/territorial, apoio e estímulo ao cooperativismo e à agricultura familiar.

Precisamos trabalhar as potencialidades das diversas regiões, suas características comuns, estimulando a integração e a sinergia entre elas. E realizar isso em uma ação ampla que traga também a sociedade, os movimentos sociais, e que estimule, a partir disso, empreendedores regionais e apoio às iniciativas locais, à economia solidária e a novas formas de produção.

Na mesma direção, precisamos manter a nacionalização dos serviços básicos. O capital que chega de fora busca apenas sua própria ampliação, seu lucro, que grande parte das vezes retorna ao exterior. Em serviços básicos é necessário um cuidado ainda maior com o o planejamento de longo prazo, com a criação e fortalecimento da estrutura de base, com a qualidade e segurança no atendimento aos brasileiros.

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Também é esse o pensamento legado por Alexandre José Barbosa Lima Sobrinho, que foi candidato a vice-presidente na bonita e simbólica “anti-candidatura” de Ulisses Guimarães à presidência do país pelo MDB, em 1973, afrontando a ditadura no poder. Era um pernambucano discreto, aguerrido, homem tolerante e um democrata nacionalista que realmente gostava do Brasil.

Aqui em Minas, o governador Fernando Pimentel tem feito encontros frequentes nas microrregiões do Estado, reunindo lideranças políticas locais, lideranças sociais e empresariais, buscando um caminho de desenvolvimento que vai nessa mesma direção que buscamos para todo o Brasil.

Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, no dia 28 de agosto, faremos o lançamento oficial da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional em MG. Será o momento ideal para debatermos juntos um modelo de desenvolvimento nacionalista para nossa Minas e para todo o país, respeitando e valorizando a diversidade e o potencial de cada uma das regiões.

Palestra na FACIG em Manhuaçu

Em palestra na última sexta para um caloroso e lotado auditório na FACIG em Manhuaçu, o deputado Patrus falou sobre a relevância da intersetorialidade das políticas públicas para que exista um desenvolvimento nacional efetivo – é preciso que os programas sociais se comuniquem e estejam interligados, que junto da educação de qualidade os mais jovens também tenham alimentação de qualidade e a certeza de vínculos seguros em casa durante seu período de formação.

 

Frente proposta por Patrus defenderá a soberania do Brasil contra o entreguismo

Proposta pelo deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) e apoiada por mais de 200 deputados e 18 senadores, será instalada na próxima quarta-feira, dia 21, a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional, em meio à adoção de algumas medidas e ao anúncio de uma série de outras, pelo governo e por seus patrocinadores e aliados, consideradas por segmentos do Congresso e da sociedade como atentatórias à soberania do Brasil.

É o caso dos desmontes da Petrobras, da infraestrutura, da pesquisa e da tecnologia; do crescente esvaziamento da indústria nacional; da liberação da venda de terras para estrangeiros; da internacionalização dos serviços públicos essenciais, como saúde e educação; da abertura do país ao oligopólio internacional de sementes e insumos agrícolas; e do retorno do governo brasileiro uma política externa submissa.

O manifesto de criação da Frente, que terá o senador Roberto Requião (PMDB-PR) na presidência e o deputado Patrus Ananias na secretaria-geral, anuncia que suas ações defenderão:

- a exploração eficiente dos recursos minerais, entre eles o petróleo, e a construção de infraestrutura para promoção do desenvolvimento do país;
- a contribuição da agricultura para a alimentação do povo e para as exportações;
- o capital produtivo nacional e um sistema de crédito que o favoreça;
- o emprego e o salário do trabalhador;
- um sistema tributário mais justo;
- a capacitação das forças armadas para a defesa da soberania;
- e uma política externa independente.

A comissão executiva da Frente reúne, além de Requião e Patrus, o deputado Glauber Braga (Psol-RJ), secretário de eventos e mobilização; a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e os deputados Celso Pansera (PMDB-RJ), Afonso Motta (PDT-RS) e Odorico Mon teiro (PSB-CE), vice-presidentes.

O ato de lançamento, na tarde de 21 de junho, terá a participação dos ex-ministros Luiz Carlos Bresser-Pereira e Celso Amorim, dois dos signatários originais do Projeto Brasil Nação, que contém cinco propostas econômicas, foi lançado por intelectuais no fim de abril e chegou à metade de junho subscrito na internet por mais de 10 mil pessoas.

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