Patrus Ananias fala em entrevista para Márcio Alvarenga – Programa Trocando em Miúdos

O deputado federal Patrus Ananias foi entrevistado pelo jornalista Márcio Alvarenga para o Programa Trocando em Miúdos, da rádio universitária da Universidade Federal de Uberlândia.

No quadro Assunto da Semana, Patrus fala sobre a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional, lançada no último dia 04, no Congresso Nacional, e analisa os principais riscos para a Amazônia Brasileira.

No vídeo a seguir, um resumo com os principais pontos da fala de Patrus Ananias.

 

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Lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Popular

“Um país como o Brasil pode e deve aportar a sua contribuição própria, única e BRASILEIRA ao desenvolvimento da humanidade! E os sonhos legítimos de um Estado devem estar subordinados aos interesses do seu povo e à soberania nacional! Salve o Brasil! Salve o povo brasileiro!”

 

 

Acesse o nosso canal e assista também a esta versão maior, com os melhores momentos do discurso de Patrus Ananias para o Lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Popular:

A escravidão que nunca nos deixou: voltam os tempos dos capatazes e jagunços

Minhas leituras e estudos estão mais voltados nos ultimos tempos para a História do Brasil, no desejo de observar a formação nacional para melhor compreender nossa realidade presente. No contexto mais amplo da nossa história, a escravidão ocupa necessariamente um lugar especial nas reflexões sobre a nossa formação. Fica cada vez mais claro, à luz da cultura brasileira, que a escravidão não está resolvida. Ela persiste. A escravidão segue entranhada nas relações humanas e sociais que permeiam a sociedade brasileira.
Nos anos que antecederam a abolição, os debates se concentravam sobre a questão da propriedade. Os donos de escravos reclamavam seu direito absoluto de propriedade sobre eles. Diziam também que o Estado não podia adentrar nas suas propriedades territoriais para fazer os registros dos escravos e verificar as suas condições de vida para assegurar, por exemplo, que os filhos de escravos nascidos libertos tivessem essa garantia mínima.
Há poucos dias, ouvimos na Câmara dos Deputados discursos que nos levaram de volta aos tempos da escravidão. Os representantes do latifundio e dos setores mais atrasados do agronegócio defendiam a tese de que os proprietários devem ser os responsáveis pela sua própria segurança e pela proteção das suas terras. E de que, para fazê-lo, precisam de armas à disposição.Dessa maneira, a segurança pública e a proteção da vida deixam de ser políticas públicas extensivas a toda sociedade para se tornarem assuntos privados. A segurança pública passa a ser questão pessoal – defende-a quem pode! Ou quem pode pagar por ela. O restante da sociedade fica à mercê dessa mercantilização do direito à vida, cada vez mais limitado em seu direito a uma segurança pública ampla, estratégica e dinamizada.

Vale dizer: estamos voltando aos tempos dos capatazes e jagunços. A classe média, os pobres, as pessoas que preferem a paz e a não-violência que se cuidem. O Estado está privatizando a segurança pública. E isso é o mesmo que está fazendo com a educação, com a saúde, com a Previdência Social. Nessa mentalidade governamental, quem puder que pague pelo serviço. E para o restante da sociedade, parece que querem deixar apenas as sobras e a barbárie.

Patrus denuncia interesse econômico por trás de proposta de arrendamento de terras indígenas

Num momento de graves ameaças aos povos indígenas e seu território, a PEC 187 precisa ser vista como uma delas. Primeiro, por sua clara e manifesta inconstitucionalidade, por não preservar os direitos dos índios à manutenção de seus costumes, organização social e direitos originais sobre as terras que ocupam.

Segundo, porque não devemos nos enganar sobre as verdadeiras intenções deste projeto. Nas entrelinhas, a PEC é a porta de entrada do agronegócio nas terras indígenas.

Não há nenhuma solidariedade com os indígenas nesta PEC. O projeto é sutil, mas objetivo é muito claro! O que está presente aí é desmontar as comunidades, as tradições indígenas e abrir essas comunidades para o espaço do dinheiro. E isso nós não iremos permitir!

Em encontro em BH, Patrus anuncia ações de enfrentamento aos retrocessos

“Manter  fidelidade aos nossos sonhos e compromissos”, disse o deputado federal Patrus Ananias, em encontro que reuniu professores e profissionais liberais neste fim de semana, em BH. A conversa abordou os retrocessos sociais, políticos e econômicos, a partir do golpe que retirou o PT da presidência.

 

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“A presidenta Dilma deixou o Palácio do Planalto nesta data, 31 de agosto, e ela alertou que o golpe era contra o povo”, disse o vereador Pedro Patrus.

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Os parlamentares, em resposta às inquietações dos presentes, que se manifestaram preocupados com os frequentes ataques à democracia, anunciaram a criação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional, no Congresso Nacional, e de uma frente de trabalho na Câmara Municipal para debater as políticas públicas municipais e fazer o enfrentamento, por exemplo, à proposta higienista da Prefeitura de Belo Horizonte, que está instalando pedras debaixo dos viadutos, verdadeiras “hortas de pedra”.