Patrus Ananias questiona o presidente da Vale

“Uma questão que ainda interpela nossos corações e mentes em face da frieza Vale é a empresa dizer que não sabe os motivos do ‘acidente’”.

A fala de Patrus Ananias, dita diretamente ao presidente da Vale, Fábio Schvartsman, em reunião da Comissão Externa da Câmara, questiona duramente a posição oficial da empresa sobre a tragédia em Brumadinho, diante de novas informações divulgadas pela imprensa de que a Vale havia feito estimativas de custos e mortos em um possível rompimento.

Patrus também questionou os “acertos e doações” que a Vale tem feito, sem a presença e a proteção do Estado Democrático de Direito, diretamente com as famílias atingidas e fragilizadas, diversas tendo perdido entes queridos e todos seus bens. E cobrou a Vale pela falta de solução continuada para as vítimas de Mariana.

Soraia Campos, de Brumadinho, clama por justiça

“Na horta onde eu vivi e criei meus filhos há 20 anos foram encontrados 32 corpos. Esse lugar, que era abençoado, hoje é um cemitério de inocentes”

Nesse momento de dor, é importante dar voz aos que sofreram diretamente com a tragédia.

Ouçamos as palavras de Soraia Campos, moradora de Brumadinho! Ouçamos o seu depoimento e seu pedido por justiça!

Na cultura brasileira, resiliência e força para pensar um país mais justo

Em tempos áridos, de lutas contínuas, é na cultura brasileira que nós encontramos paisagens mais frondosas de resiliência, movimentos que reabrem nossos horizontes.
Nossa música partilha continuamente esse espírito. Carrego comigo sempre a MPB de Chico, Milton, Bethânia, Caetano, Gil, Ivan Lins e tantos mais, que permanece como um monumento de luta, de reavivar os sonhos e as esperanças diante de desafios. Que não nos afastemos dessa fonte de vigor e alegria para os tempos atuais.
Nas últimas semanas, tive a chance de realizar encontros e reencontros com obras potentes da nossa cultura, que me trouxeram para a escrita desse texto.
Assisti Temporada, de André Novais Oliveira, belo filme que é coisa nossa, aqui de Contagem, e tem Grace Passô, nossa amiga e apoiadora. E nesse fim de semana assisti Fevereiros, o documentário sobre a vida e a espiritualidade de Maria Bethânia, que é um emocionante panorama capaz de falar profundamente sobre o Brasil.
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Janeiro também marcou meu reencontro com Machado de Assis. Foi o momento de reler seus 5 principais romances – Memórias Póstumas de Brás Cubas, Esaú e Jacó, Quincas Borba, Memorial de Aires e Dom Casmurro. Agora, leio seus 50 melhores contos. São obras que confirmam esse autor profundamente nosso, brasileiro, tão universal nos dramas humanos e no trabalho com as sutilezas.
Ainda se diz que Machado não é político, o que não se confirma relendo suas obras com olhar atento. A questão política está presente ali, todo o tempo, mas sem ser panfletário. As referências políticas são primorosas e essenciais, sutis e muito precisas, revelando e trazendo para reflexão um grande conhecimento da história do Brasil.
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São essas as obras que me proporcionaram, nesse momento, um encontro com forças que lutam por um projeto nacional, por um país justo, altivo e solidário. Faço dessas obras também um convite a todos que compartilham desse mesmo sentimento.

Patrus no lançamento do Observatório da Democracia

Patrus participou do lançamento do Observatório da Democracia, resultado do esforço de sete fundações partidárias que vão acompanhar e avaliar as ações do atual governo.

O Observatório foi criado pelas fundações Perseu Abramo (PT), João Mangabeira (PSB), Lauro Campos (PSOL), Leonel Brizola-Alberto Pasqualini (PDT), Maurício Grabois (PCdoB), Da Ordem Social (PROS), 1º de Maio (Solidariedade).

Segundo seus presidentes, o Observatório da Democracia é o compromisso com a manutenção da soberania e da democracia no País, e será um espaço aberto para as vozes defensoras da democracia.

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Serão acompanhados os temas como Soberania, Infraestruturas, Produção e Inovação, e as Dimensões Sociais e Ambientais das práticas do governo Bolsonaro.

O portal do Observatório da Democracia tornará público os resultados do monitoramento.

Os compromissos de nosso novo mandato

Inicio hoje mais um mandato como deputado federal eleito por Minas Gerais. Quero mais uma vez agradecer as pessoas que somaram na nossa campanha eleitoral, que nos deram seu voto, seu apoio.

Quero também reafirmar os quatro compromissos do novo mandato. O compromisso com a democracia, em defesa do Estado Democrático de Direito; o compromisso com os pobres, e a luta pela construção de uma sociedade mais justa, com oportunidades para todos; o compromisso com o meio ambiente, pela recuperação de nossas nascentes, pela preservação de nossas matas e para que nunca mais tenhamos tragédias como as de Mariana e Brumadinho.

E por fim, o compromisso com a construção de um mandato com participação popular. Um mandato construído com o apoio e carregando as vontades, desejos e esperanças das pessoas. Para construirmos juntos a pátria que queremos, sonhamos e merecemos.