CCJ ouve a ministra Damares Aves, em audiência proposta por Patrus

Patrus foi autor da proposta de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara que, nesta quarta (10), ouviu a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, sobre a paralisação dos conselhos e comitês do Executivo. Os integrantes dos conselhos têm denunciado a falta de empenho do governo federal para que eles funcionem normalmente.

Como autor do convite, junto com Nilto Tatto (PT-SP), Patrus lembrou o papel constitucional e a importância da integração dos conselhos e das políticas pública sociais, sempre na perspectiva de construir “uma sociedade justa e solidária, na qual todas as pessoas, sem discriminação, possam viver com dignidade”.

Na audiência, Patrus perguntou à ministra Damares Alves sobre o fato de o Ministério não ter ainda implementado o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, lembrando que, embora seja decisão do presidente da República, a tortura é crime inafiançável, hediondo e contra a humanidade.

A resposta da ministra foi lacônica: “estamos levando a questão da tortura muito a sério naquele Ministério”.

Patrus quis ouvir da ministra Damares também sobre os povos e comunidade tradicionais, “lembrando reiteradas declarações do presidente da República que, se depender dele, nós teremos o fim das reservas indígenas no Brasil. E teremos também o fim dos territórios quilombolas”, lembrou o deputado.

Patrus afirmou que gostaria também que a ministra dissesse qual é a concepção que ela, como ministra dos direitos humanos, tem sobre a questão das comunidades, dos povos tradicionais, especialmente dos povos indígenas e das comunidades quilombolas.

Mais uma vez a ministra Damares não respondeu objetivamente: “o senhor falou também sobre as políticas para os povos tradicionais, estamos em busca deles. Lema desse extraordinário governo, ninguém vai ficar pra trás. Nós temos no Brasil 1 milhão e 200 mil ciganos. As mulheres ciganas precisam ser atingidas por políticas públicas que não chegam até elas”.

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Patrus disse ainda que gostaria de saber como a ministra considera, à luz dos direitos humanos, o fim do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), e praticamente o fim da Losan, a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e nutricional.

Sobre a extinção do Consea, a ministra respondeu que esse conselho não fazia parte do Ministério de Direitos Humanos e, por isso, não se manifestaria sobre o tema.

A procuradora federal dos Direitos dos Cidadãos e vice-presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos, Deborah Duprat , reafirmou a constitucionalidade dos grupos formados por representantes da sociedade civil.

Outro fato que assustou bastante é a demora em reestruturar o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura. “Também, não é razoável que militares participem da Comissão da Anistia”, ressalta Deborah.

Valéria Burity, representante da Fian Brasil junto ao Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, lamentou a extinção do Consea. “A extinção do Consea é uma negação da experiência brasileira, que vários países vieram conhecer o trabalho. Tínhamos uma Câmara que reunia 19 ministérios. Estamos vivendo um retrocesso na política de segurança alimentar no país.”

Danielle Brígida, do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de LGBTs, ressaltou que o cronograma de atividades está atrasado por causa da falta de recursos: “nossas reuniões de janeiro e fevereiro não aconteceram. Também não temos a confirmação de apoio para a Conferência Nacional LGBT prevista para novembro”.

O representante do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, Luis Magnata Silva, lamentou o atraso na nomeação dos integrantes do colegiado. “Cada dia que esse comitê não é nomeado, mais um trabalho é interrompido, mulheres encarceradas, a vida do denunciante cada vez mais em risco.”

A conjuntura nacional à luz do ensino social da Igreja*

Conjuntura é a realidade que se manifesta e que temos que compreender para bem transformá-la. Para entender o Brasil de hoje, desafios, possibilidades e dificuldades, é necessária uma compreensão da nossa história e, desde 1500, o tema fundamental é a questão da terra.

Historicamente, a terra sempre foi concentrada nas mãos de poucos. Começou com as capitanias hereditárias. Logo após a chegada dos portugueses, o país foi dividido em 15 áreas e entregue a 12 donatários para tomar conta de uma área de costa que ia de Santa Catariana até o Ceará.

Alguns dizem que as capitanias hereditárias não deram certo, só duas se desdobraram e tiveram consequências, uma em Pernambuco e outra em São Paulo. Outros historiadores entendem que as capitanias deixaram marcas: os donatários além de terem propriedades enormes tinham poderes públicos e privados. Podiam julgar as pessoas, condenar à morte índios e negros. As pessoas mais gradas, como dizia a lei da época, podiam ser condenadas ao exílio, enviadas para a África. Isto, colocou o Estado nas mãos de setores privados.

As capitanias não prevaleceram e logo depois vieram as sesmarias. Eram terras, muita terra, que o rei de Portugal dava para seus protegidos, sem nenhum respeito pelos indígenas que aqui já estavam. Com o fim das sesmarias, foi feita no Brasil uma lei de terras, em meados do século XIX, em 1850. Esta lei é um escândalo, pois protegeu os grandes proprietários e dificultou para os pequenos, aqueles que tinham a posse de terra. Foi uma lei para proteger os herdeiros das sesmarias e teve início, então, a era dos latifúndios, que gerou o coronelismo, o mandonismo.

Os coronéis tinham poderes. Em suas terras eles acolhiam criminosos e muitas vezes o Estado, o poder público, não entrava, somente quando eles deixavam. O coronelismo teve muita força no Brasil sobretudo depois que foi proclamada a República. As eleições eram controladas por eles, não tínhamos eleições livres, eram totalmente fraudadas. As maiores concentrações eleitorais estavam nos cemitérios e no dia da eleição, os mortos ressuscitavam. Os coronéis comandavam nos municípios, eles elegiam os vereadores, os prefeitos, os deputados estaduais e federais, os governadores, e os governadores elegiam o presidente. Não tínhamos justiça eleitoral.

Negros e indígenas

Em paralelo ao processo de concentração da terra, tivemos a escravidão por quase 400 anos. O Brasil foi o último país a abolir – 13 de maio de 1888. O grave é que, ao acabar com a escravidão, o governo brasileiro não tomou nenhuma medida para incorporar, integrar na vida nacional, reconhecer a cidadania de nossos antepassados escravos. Eles foram literalmente jogados na rua da amargura. Nenhum direito, só liberdade. Não tinham direitos em relação ao trabalho, educação, moradia, saúde, capacitação profissional, acesso à terra. Isto está relacionado diretamente à pobreza extrema, que nós temos até hoje, e às desigualdades sociais.

Nos anos que antecederam a Lei Áurea, o que se discutia, abertamente, no Brasil é se os donos dos escravos seriam ou não indenizados pela perda da sua propriedade. Os senhores de escravos, os coronéis queriam ser indenizados, não o foram, mas em compensação nossos antepassados escravos nada receberam em termos de políticas públicas, de inclusão, de acesso aos direitos e deveres da nacionalidade e da cidadania.

O Brasil tinha uma população indígena grande quando os portugueses aqui chegaram e sabemos das violências sofridas pelos nossos antepassados indígenas, porém temos que ter uma visão crítica da História do Brasil, sabermos de fato o que aconteceu para a gente mudar, aperfeiçoar melhorar e construir novas possibilidades para o nosso povo. Os indígenas sempre tiveram defensores no Brasil, ao contrário de outros países, por exemplo, Estados Unidos, no Canadá, onde foram exterminados.

No século XVI, encontramos o Jerônimo de Albuquerque, defensor e pacificador dos indígenas. A partir do século XIX, temos uma figura notável o Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, neto de uma índia, que lutou para preservar os direitos dos indígenas. Depois vieram outros, Darcy Ribeiro, os irmãos Cláudio e Orlando Villas Boas e D. Pedro Casaldáliga, para citar os mais conhecidos.

As Encíclicas e as Constituições

O problema social, o problema dos pobres, dos trabalhadores e trabalhadoras, direitos previdenciários e trabalhistas, começou a ser discutido no século XIX. Ainda que seja um documento tímido, a primeira encíclica da igreja que trata da questão social, Rerum Novarum (Das Coisas Novas), do papa Leão XIII, é de 1891, o mesmo ano em que foi publicada a segunda Constituição Brasileira, a primeira constituição republicana. Essa encíclica discute as relações entre governo, trabalho e Igreja e é conhecida como a Carta Magna do Magistério Social da Igreja.

Nós tivemos a Constituição do Império, 1824, vigente até 1889. Proclamada a república fizeram uma constituinte fechada, que excluiu o povo para elaborar a Constituição de 1891, texto que não trata em nada da questão social, direitos sociais e trabalhistas, direitos relacionados com a educação, saúde, moradia, trabalho e assistência social, e assim nós ficamos até 1930.

Com a Revolução de 1930, o Brasil timidamente incorpora a questão social. Aí começam a surgir as leis trabalhistas, a Consolidação das Leis Trabalhistas é de 1943, mesmo assim a CLT não incorporou as trabalhadoras e trabalhadores rurais, como também não incorporou trabalhadoras e trabalhadores domésticos. Ficaram à margem, para eles a escravidão praticamente continuou, não tinham direitos trabalhistas nem previdenciários. A rigor, os direitos de trabalhadores rurais e domésticos só vieram com a Constituição de 1988.

Já a Constituição Cidadã (1988) incorporou a questão dos indígenas, não incorporou tão bem a questão dos quilombolas, mas depois veio o Estatuto da Igualdade Racial, e desdobrando a Constituição vieram a legislação do Sistema Único de Saúde (SUS), a legislação do Sistema Único de Assistência Social (Suas), o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Estatuto do Idoso, a lei que instituiu o Programa Bolsa Família e a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (LOSAN).

E mais recentemente, na Encíclica Laudato Si (Louvado Sejas) sobre o Cuidado com a Casa Comum, o Papa Francisco faz uma defesa vigorosa do meio ambiente, da natureza, da biodiversidade, da terra, das águas, dos ecossistemas, da vida nas suas múltiplas e misteriosas manifestações. E ele deixa claro que a conta não pode ir para os pobres, que a questão ambiental tem que ser pensada à luz da questão social. Em nome da questão ambiental não podemos relativizar o cuidado com os pobres. Não é à toa que as expressões pobre e pobreza aparecem exatas 63 vezes nessa encíclica, dedicada à questão ambiental. E em trecho da Oração pela nossa Terra, que encerra a encíclica, o papa faz um apelo: “Tocai os corações daqueles que buscam apenas benefícios à custa dos pobres e da terra”.

*O texto é resultado de uma palestra proferida pelo autor no dia 16 de março, na Reunião Preparatória para o Encontro Estadual das Comunidades Eclesiais de Base, em Sete Lagoas, na Paróquia Nossa Senhora das Graças.

Publicado em: http://domtotal.com/noticia/1347161/2019/04/a-conjuntura-nacional-a-luz-do-ensino-social-da-igreja/

Mandato Patrus na Tenda Lula Livre na Praça 7

Na semana em que completa 1 ano da prisão política do presidente Lula, o PT Municipal de Belo Horizonte reuniu na Praça 7 os mandatos do deputado federal Patrus Ananias e do vereador Pedro Patrus na Tenda pela Democracia.

O movimento uniu apoiadores e militantes para soltar um grito a favor da soltura do presidente Lula, contra a Reforma da Previdência e o desmonte dos direitos sociais trazidos pelo Governo Bolsonaro. O sindicato dos bancários de BH, a juventude petista e as bordadeiras “Pontos de luta” estavam presentes no ato.

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Quem cuida da saúde tem que ter saúde

A melhoria no atendimento na saúde pública passa pela valorização de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem que lutam pela implantação da jornada de 30 horas, sem redução no salário, medida prevista no PL 2295/2000. Recomendada pela Organização Mundial de Saúde, as 30 horas não são aceitas, especialmente pelo setor privado, em função de um entendimento míope, calcado no interesse do ganho imediato, a qualquer custo.

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A jornada de trabalho exaustiva, o adoecimento de profissionais, e o mais alarmante, o aumento do índice de suicídios na categoria foram relatados em encontro com trabalhadores e trabalhadoras da saúde, ocorrido na sexta-feira na Escola Sindical (BH). Em parceria com parlamentares de bancada, pedimos a realização de uma Audiência Pública para esclarecer o tema e assegurar melhores condições de trabalho para essas categorias com funções que exigem plenas condições físicas, mentais e emocionais para assistir os doentes e famílias.

Patrus retorna à Vila Cemig no Barreiro

Retornei hoje (5) à Vila Cemig, no Barreiro (BH), em cumprimento da promessa feita durante campanha eleitoral. Quero manter um canal aberto com as comunidades que me apoiaram e voltarei outras vezes para escutar e conhecer de perto a luta de pessoas, famílias e comunidades pelo bem comum e a justiça social.

Organizado pelo pastor Raimundo Barros, o encontro, que também contou com a representação do mandato do vereador Pedro Patrus, me deu a oportunidade de conversar com moradores, lideranças e trabalhadores da saúde e da assistência social de equipamentos públicos da Vila. Eles relataram falta de recursos para assegurar atendimento de qualidade à população.

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Desde o governo golpista do Temer, os recursos destinados aos programas sociais vêm sofrendo cortes, e as políticas públicas dedicadas aos segmentos mais vulneráveis da sociedade, idosos, negros, pessoas com deficiência, trabalhadoras e trabalhadores, estão sendo desmontadas.

É importante, neste momento tão desafiador que estamos vivendo, que as comunidades se organizem e lutem por seus direitos. Direitos são conquistados!

Com iniciativa de Patrus, parlamentares do PT debatem conjuntura mineira

A minha iniciativa, conversar sobre a conjuntura mineira sem perder de vista o cenário nacional, foi muito bem acolhida pelas candidaturas à deputado estadual, com as quais fiz parceria durante a campanha eleitoral de 2018.

A fragilidade fiscal e a incapacidade do governo mineiro — quadro agravado pelo crime da Vale, em Brumadinho, que expõe o esgotamento desse modelo de mineração, associada à opção, já anunciada, pelo governador Zema em aderir ao programa de ajuste fiscal do governo federal — apontam inevitavelmente para a privatização da Cemig e da Copasa, além, é claro, do congelamento do salário dos servidores públicos.

Nesse cenário desafiador, entre um governo estadual omisso e um governo federal que ataca diariamente direitos constitucionais, conquistas históricas de segmentos mais vulneráveis da sociedade, as forças sociais comprometidas com a democracia e a justiça social precisam buscar a unidade e rechaçar propostas como as reformas previdenciária e trabalhista e, mais do que nunca, lutar pela defesa do patrimônio público e pela soberania do Brasil.

Mais do que derrotar as propostas que levam o povo brasileiro de volta ao século XIX, vamos construir uma agenda de enfrentamento que preserve o Estado Democrático de Direito que certamente passa pelo diálogo com os mais diversos setores da sociedade para a construção de um projeto nacional.

O encontro, o 1º de muitos que pretendo fazer, realizado na última segunda (1º), em Belo Horizonte, contou com a participação de deputados estaduais do PT, Betão Leninha e André Quintão; o vereador Pedro Patrus e militantes históricos; a ex-secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo; a ex-deputada e ex-prefeita de Betim, Maria do Carmo Lara; a ex-deputada Geiza Teixeira, a diretora de Políticas Sociais e Previdência da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), Maria Alves e Leleco Pimentel; todos eles candidatos na última eleição.

Também presentes o assessor da deputada Marília Campos, André Teixeira; o assessor do deputado André Quintão, Wagner Caetano; a assessora do Betão, Sumara Ribeiro; o sindicalista Guido Coutinho; o assessor de Pedro Patrus, Eugênio Pasqualini; a secretária Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania de BH, Maíra Colares; e o assessor da deputada Leninha, Allan Silveira.

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Patrus na audiência da CCJ com Paulo Guedes: “reforma” proposta para Previdência é inconstitucional

Na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania vamos fazer o bom combate. Essa proposta de reforma da Previdência que o ministro Paulo Guedes apresenta e defende, além de sua perversidade social, pune duramente a classe média, os pobres, trabalhadoras e trabalhadores.

Também é uma proposta inconstitucional e o governo no poder sabe disso. Fere princípios da constituição, inclusive a Cláusula Pétrea, referente aos direitos e garantias individuais, onde nós contemplamos,vinculados aos direitos individuais, também os direitos sociais.

A nossa Constituição aponta para a justiça social, fala em redução das desigualdades sociais e regionais. Essa proposta de reforma da Previdência, apresentada pelo atual governo, aumenta as desigualdades sociais e também as regionais. Ela pune os mais pobres. Ela desmonta o sistema de seguridade social que é um sistema baseado na saúde, na previdência social e na assistência social.

Na CCJ, o ministro Paulo Guedes não escondeu o desconforto de precisar se explicar para o parlamento e a população. Quem foi escolhido para atender o setor bancário e financeiro talvez se ache acima da democracia.

Como estamos na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania o ministro Paulo Guedes foi obrigado a explicar porque a única proposta da #ReformaPéNaCova é o sacrifício de direitos e trabalhadores. E, como era esperado, ele não foi capaz.

Durante a audiência na CCJ, em um momento de clareza, Paulo Guedes elogiou a capacidade de Lula comparando seu governo aos governos anteriores. “Vários governos que passaram gastaram R$ 300 bilhões, R$ 400 bilhões por ano pagando juros da dívida sem tomar nenhuma medida para corrigir. E o Lula chegou e pegou R$ 10 bilhões só, e atingiu 40 milhões de famílias favoravelmente com o Bolsa Família. Isso é um impacto extraordinário. Mereceu ganhar uma eleição, duas eleições. Soube trabalhar. Com pouco dinheiro melhorou a vida de muitos de brasileiros”.

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Quando fui Ministro do Desenvolvimento social e Combate à Fome, no governo Lula, fui o responsável por implantar o programa Bolsa Família e as políticas públicas que tiraram 40 milhões de brasileiros da extrema pobreza. E também pela implementação do

O BPC, Benefício de Prestação Continuada, que garante um salário mínimo mensal ao idoso acima de 65 anos ou à pessoa com deficiência. frontalmente atingido pela proposta de reforma da Previdência em discussão, prejudicando os mais pobres. A Reforma não tem possui ideias e não avaliou alternativas de futuro para os aposentados, os trabalhadores e os mais pobres de um país com profunda desigualdade social. É uma proposta que enxerga apenas o passado, sem conseguir escrever um futuro possível.

Patrus se reúne com lideranças sociais e políticas em Porto Alegre

Em encontros com movimentos sociais e lideranças políticas em Porto Alegre, na última sexta (29), Patrus destacou a importância de discutir a tomada do Estado e seus recursos por interesses privados. Esse movimento, iniciado a partir do golpe do impeachment de 2016, está sendo aprofundado no governo de Jair Bolsonaro.

“Há uma disputa pelos recursos públicos, os recursos do Estado, que se concretiza com a reforma trabalhista e a proposta da reforma da Previdência, com o modelo de capitalização que favorece os bancos”, alertou Patrus.

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Num encontro com lideranças e militantes do PT, o deputado apontou caminhos para resistir à trágica reforma da Previdência, proposta pelo governo Bolsonaro.

“Nós temos 513 deputados na Câmara, a maioria de direita, conservadora. Mas por interesses eleitorais, eles são sensíveis à opinião pública. Se já sentem que seu eleitorado está se posicionando contra a reforma da Previdência, eles ficam mais fragilizados, mais em dúvida sobre o apoio à proposta do governo”, afirmou.

“Penso que a nossa resistência é um pé em Brasília e um pé na estrada. Ir para as ruas, para os movimentos. Fazer um trabalho de esclarecimento, sensibilizando e esclarecendo as pessoas sobre essa reforma”, acrescentou Patrus.

“Para enfrentarmos este momento, precisamos unificar todas as lutas contra o racismo, a questão das mulheres, a discriminação de gênero, pois temos que unificá-las em torno de alguns valores que coesionam, como a democracia, a justiça social e a derrota deste trágico projeto que hoje está se impondo no país”.

“Temos que continuar construindo o nosso socialismo democrático, libertário, nacionalista e terceiro mundista. Não é uma tarefa fácil. Tem uma questão que nós temos que enfrentar: como conciliar estado democrático de direito com a economia de mercado, a livre iniciativa, o direito de propriedade, mas com as exigências superiores do direito à vida, do bem comum e do interesse público”, acrescentou Patrus.

Conscientização e defesa da agricultura saudável

Em encontro com as lideranças da Setorial Agrária do PT, Patrus falou sobre o grande desafio dos mandatos federais, estaduais e movimentos sociais de levar o debate a todas as regiões do Estado, em torno de uma pauta de consenso sobre as questões cotidianas das comunidades que têm sistema de produção em comum.

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“Patrus trouxe uma importante contribuição quando destaca, além dos temas mais estruturantes, como a questão da reforma da Previdência, a democracia ameaçada simbolizada pela questão do Lula Livre, as questões do cotidiano, como a da água, dos agrotóxicos, da agroecologia”, observou Gerson Madruga, Coordenador da Setorial Agrária (PT/RS).

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Em entrevista ao jornalista e escritor Juremir Machado no programa Esfera Pública da Rádio Guaíba, Patrus falou sobre o desmonte das políticas públicas pelo governo Bolsonaro e a proposta de reforma da Previdência, um retrocesso para os brasileiros. Em seguida, Patrus se encontrou com os ex-governadores e ex-ministros do governo Lula, Tarso Genro e Olívio Dutra. Nos dois encontros, analisaram a atual conjuntura política.

MINERAÇÃO, AQUI NÃO! Patrus no 1º Fórum das Águas de Belisário, em Muriaé-MG

Temos que refletir sobre a insensatez humana em relação à natureza. Nós recebemos de graça o ar que respiramos; recebemos de graça a terra sobre a qual nos movimentamos, nos erguemos, edificamos nossas casas, nossas cidades e tiramos nosso sustento. Não satisfeitos, ao invés de aproveitarmos bem, estamos envenenando o ar, a terra e a água.

Em nosso país, a discussão da preservação ambiental passa pela função social da terra e da água. Teoricamente, a água é um bem público e está vinculada à terra, que é vista no Brasil como um bem privado, sem limites. O direito de propriedade no Brasil é do século XIX. É o direito de ter, usar e abusar.

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Para preservar a água, esse bem sagrado, temos que preservar a terra. O direito de propriedade não pode ser absoluto, tem que estar adequado às exigências do bem comum, do interesse coletivo e público, o direito de propriedade tem limites em relação a essas exigências.

Essas foram algumas reflexões que coloquei para os participantes do 1º Fórum das Águas de Belisário, distrito de Muriaé, na Zona da Mata mineira. Realizado no último final de semana, o Fórum reuniu dezenas de representantes de movimentos sociais, ambientalistas, líderes da Igreja e a comunidade de Belisário e entorno para discutir os impactos da mineração no meio ambiente.

A primeira edição do Fórum aconteceu após uma conquista histórica da comunidade. O reconhecimento de uma área de 10 mil hectares (10 mil campos de futebol), com uma estimativa de abrigar duas mil nascentes, como Patrimônio Hídrico Municipal de Muriaé (Lei Municipal 5.763), em novembro de 2018.

A área está na sub-bacia do rio Muriaé, um dos afluentes do rio Paraíba do Sul, abrange o distrito de Belisário e chega aos limites de Muriaé com Miradouro, Ervália e Rosário da Limeira. A região possui ainda o Parque Estadual Serra Brigadeiro, o Parque Municipal do Itajuru, as Áreas de Proteção Ambiental Municipal Pico do Itajurú, Araponga, Fervedouro e Reservas Particulares do Patrimônio Natural, em Araponga.

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No território da Serra do Brigadeiro, rico em bauxita, diversas organizações atuam na resistência à expansão de projetos de mineração e a mobilização social já deu sua resposta. Mineração, aqui não!

Sejamos nós mesmos um sinal de esperança

Que país nós queremos para nós e para nossos filhos? Faço essa pergunta como uma reflexão necessária para iniciar a construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna.
Deixo também uma mensagem aos irmãos das comunidades eclesiais de base, dos movimentos cristãos comprometidos com a vida, aos militantes dos círculos bíblicos e dos grupos de fé e política e dos grupos ecumênicos:
Sejamos nós mesmos um sinal de esperança! E para isso é preciso conversar com as pessoas no nosso entorno, no nosso bairro, no trabalho, pois só assim vamos recuperar a dignidade da palavra política.