Seminário a Fraternidade e a Amizade Social: 1 ano da Carta Encíclica Fratelli Tutti

Durante o Seminário a Fraternidade e a Amizade Social: 1 ano da Carta Encíclica Fratelli Tutti, realizado ontem (08.11), na Câmara dos Deputados, o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, destacou os graves desafios enfrentados pela humanidade: da exclusão econômica, com milhares na pobreza, às mudanças climáticas. 

O arcebispo sinalizou que a civilização contemporânea convive com a grave pandemia da Covid-19 e seus desdobramentos socioeconômicos e políticos: “uma realidade triste, construída em parte pela inabilidade humana na relação com o próximo e o planeta”.

A audiência pública, de iniciativa do deputado Patrus Ananias (PT-MG) e outros parlamentares de partidos de oposição, teve o objetivo de envolver o parlamento na estruturação de uma sociedade com maior liberdade, igualdade e fraternidade, no contexto da Encíclica Fratelli Tutti.

Nesse sentido, Dom Walmor, lembrou a advertência do Papa Francisco, contida na encíclica, que política não deve submeter-se à economia. “Precisamos de uma política que pense com visão ampla; promova uma reformulação integral”. E acrescenta o Papa: “não se pode pedir e nem aceitar que a economia assuma o lugar do estado”.  

O arcebispo disse ainda que os parlamentares têm grande responsabilidade e devem assumir o seu protagonismo nos processos de transformação necessários e urgentes. 

“Que a Encíclica Fratelli Tutti seja inspiração para projetos, ações e mudanças nas instâncias do poder, no conjunto da sociedade, especialmente agora quando o Brasil precisa remodelar-se, ser reconstruído”, concluiu o presidente da CNBB. 

Os parlamentares de oposição citaram na justificativa do requerimento de audiência pública, análise do Padre Júnior sobre a Encíclica Fratelli Tutti: “A temática da encíclica tem caráter fortemente antropológico, pois propõe uma via de humanização para o ser humano contra as tendências desumanizantes da cultura atual”. 

Participaram também do Seminário:  Dom Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus; Dom Jesus Lópes Mauleón, arcebispo da Prelazia do Alto Xingu; Daniel Seidel, Secretário-executivo da Comissão de Justiça e Paz da CNBB; Padre Júlio Lancelotti, pároco da Paróquia de São Miguel Arcanjo (SP); Makota Célia Gonçalves, coordenadora do Centro Nacional de Resistência Afro-brasileira; Sônia Oliveira, presidente do Conselho Nacional de Leigos do Brasil (Conic); Marina Oliveira,  Economia de Francisco e Clara, dentre outros.

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