Patrus Ananias propõe Semana Nacional do Mel

A proposta é estimular o mercado interno e fortalecer a cadeia apícola no país

Em 2019, acompanhado pela deputada estadual Leninha, o deputado federal Patrus Ananias visitou as instalações do Entreposto de Mel do Norte de Minas

O projeto de Lei 459/2021, de autoria do deputado Patrus Ananias, institui a Semana Nacional de Conscientização da produção e consumo do mel, a ser comemorada anualmente na semana do dia 17 de março, Dia Nacional do Mel, com o apoio de apicultores do Norte de Minas.

A proposta busca estimular o consumo do mel para fortalecer o segmento de apicultura nos municípios e regiões do país que apresentam potencial de produção. “A atividade gera emprego e renda, principalmente no ambiente da agricultura familiar, sendo determinante na melhoria da qualidade de vida e fixação do homem no meio rural, e contribui para o desenvolvimento local e regional”, afirma o deputado.

A Semana Nacional de Conscientização abrirá espaço para que sejam desenvolvidas ações educativas nas escolas, nos órgãos públicos e a divulgação nas mídias sociais sobre a importância da produção e do consumo de mel, além das iniciativas dos polos produtores em todo o país.

“Consideramos importante a aprovação desse projeto, que contribuirá para a conscientização sobre os benefícios do consumo do mel”, afirmou Luciano Fernandes de Souza, presidente Cooperativa dos Apicultores e Agricultores Familiares da Região do Norte de Minas Gerais – Coopemapi.

O Norte de Minas produz mil toneladas/ano e exporta 75% da produção. “O objetivo da Coopemapi, que produz 180 toneladas/ano, é destinar 50% para o consumo interno. Mas, para isso, é preciso que o mercado interno cresça”, completou.

Baixo consumo interno
Atualmente, o consumo médio per capita de mel no Brasil é um dos mais baixos do mundo, quase 100 gramas por pessoa por ano, enquanto o consumo na Alemanha, um dos mais altos, chega a 2,4 quilos. Segundo o último levantamento do IBGE, em 2017, a produção brasileira anual de mel foi de 41 mil toneladas.

“Entendemos que há espaço para ampliar o setor apícola local, fortalecendo a cadeia produtiva, a produção artesanal e empresarial, proporcionando a geração de postos de trabalho e renda, estimulando o desenvolvimento local e com ganho nutricional para a população”, explicou Patrus Ananias.

Coopemapi
A Coopemapi, fundada em maio de 2016, com sede em Bocaiuva (MG), é uma organização da agricultura familiar, sem fins lucrativos, com ênfase na apicultura, na produção agroecológica, segurança alimentar nutricional e no desenvolvimento rural sustentável do Norte de Minas. Possui 340 cooperados distribuídos em 25 municípios de seu entorno, organizados em cinco núcleos e cinco associações filiadas. A cooperativa foi estruturada com o apoio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), e de emendas parlamentares.

O mandato do deputado Patrus Ananias já destinou emenda no valor de R$ 142 mil para a compra de um caminhão/carga, em operação, e nova emenda deve permitir a implantação de assistência técnica continuada às famílias cooperadas do território de abrangência da cooperativa, para o desenvolvimento da cadeia apícola no cerrado norte mineiro.

Um marco no desenvolvimento da cooperativa foi a construção do entreposto, com recursos destinados pelo então ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias. Em 1º de abril de 2019, começou a operar o Entreposto do Mel de Bocaiúva. Sua instalação contou com investimentos da ordem de R$ 494 mil (Plano Brasil sem Miséria), sendo R$ 400 mil do Programa Nacional do Crédito Fundiário do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e R$ 94 mil do Ministério da Integração Nacional (MI).

Mel de Aroeira disputa mercados
Produtores que se despontam no mercado, oferecendo o mel orgânico, extraído de forma sustentável, veem grande possibilidade de aumento do consumo de mel no Brasil e de crescimento da produção.

Os apiculturistas do Norte de Minas, associados à Coopemapi, extraem o Mel de Aroeira, cujo selo de Indicação Geográfica (IG), de garantia de origem, se encontra em processo de aprovação no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Recentes pesquisas científicas registram características diferenciais no Mel de Aroeira, dentre elas a atividade antibacteriana, inclusive em relação à bactéria Helicobacter pylori, agente de gastrites e úlceras gástricas, anti-inflamatória, entre outras.

O estudo para a concessão do selo do Mel de Aroeira demarcou área de produção no Norte de Minas envolvendo 64 municípios do Norte de Minas, com estimativa de produção anual de cinco mil toneladas, o que demonstra a possibilidade de crescimento da produção.

“Com o selo de origem, o Mel de Aroeira estará posicionado no mercado internacional para disputar com mel de Manuka, Nova Zelândia, considerado de alta qualidade e o mais procurado, além de nova perspectiva de comercialização, com a possibilidade de fracionamento do produto, identificação de origem e marca”, completa Luciano.

Hoje os méis do Norte de Minas são comercializados misturados, sem diferenciação de floradas e no atacado, e transportados em tonéis como produto primário, commodity.

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