Bolsa Família enfraquece o coronelismo e rompe cultura da resignação, diz socióloga

Compartilho com todos a entrevista que a socióloga Walquiria Leão Rego sobre o Bolsa Família, Programa que implantamos em 2003 no governo do ex-presidente Lula.

ELEONORA DE LUCENA
DE SÃO PAULO

Dez anos após sua implantação, o Bolsa Família mudou a vida nos rincões mais pobres do país: o tradicional coronelismo perde força e a arraigada cultura da resignação está sendo abalada.

A conclusão é da socióloga Walquiria Leão Rego, 67, que escreveu, com o filósofo italiano Alessandro Pinzani, “Vozes do Bolsa Família” (Editora Unesp, 248 págs., R$ 36).

Durante cinco anos, entre 2006 e 2011, a dupla realizou entrevistas com os beneficiários do Bolsa Família e percorreu lugares como o Vale do Jequitinhonha (MG), o sertão alagoano, o interior do Maranhão, Piauí e Recife. Queriam investigar o “poder liberatório do dinheiro” provocado pelo programa.

Aproveitando férias e folgas, eles pagaram do próprio bolso os custos das viagens. Sem se preocupar com estatística, a pesquisa foi qualitativa e baseada em entrevistas abertas.

Professora de teoria da cidadania na Unicamp, Rego defende que o Bolsa Família “é o início de uma democratização real” do país. Nesta entrevista, ela fala dos boatos que sacudiram o programa recentemente e dos preconceitos que cercam a iniciativa: “Nossa elite é muito cruel”, afirma.

Folha – Como explicar o pânico recente no Bolsa Família? Qual o impacto do programa nas regiões onde a sra. pesquisou?
Walquiria Leão Rego - Enorme. Basta ver que um boato fez correr um milhão de pessoas. Isso se espalha pelos radialistas de interior. Elas [as pessoas] são muito frágeis. Certamente entraram em absoluto desespero. Poderia ter gerado coisas até mais violentas. Foi de uma crueldade desmesurada. Foi espalhado o pânico entre pessoas que não têm defesa. Uma coisa foi a medida administrativa da CEF (Caixa Econômica Federal). Outra coisa é o que a policia tem que descobrir: onde começou o boato. Fiquei estupefata. Quem fez isso não tem nem compaixão. Nossa elite é muito cruel. Não estou dizendo que foi a elite, porque seria uma leviandade.

Como assim?
Tem uma crueldade no modo como as pessoas falam dos pobres. Daí aparecem os adolescentes que esfaqueiam mendigos e queimam índios. Há uma crueldade social, uma sociedade com desigualdades tão profundas e tão antigas. Não se olha o outro como um concidadão, mas como se fosse uma espécie de sub-humanidade. Certamente essa crueldade vem da escravidão. Nenhum país tem mais de três séculos de escravidão impunemente.

Qual o impacto do Bolsa Família nas relações familiares?
Ocorreram transformações nelas mesmas. De repente se ganha uma certa dignidade na vida, algo que nunca se teve, que é a regularidade de uma renda. Se ganha uma segurança maior e respeitabilidade. Houve também um impacto econômico e comercial muito grande. Elas são boas pagadoras e aprenderam a gerir o dinheiro após dez anos de experiência. Não acho que resolveu o problema. Mas é o início de uma democratização real, da democratização da democracia brasileira. É inaceitável uma pessoa se considerar um democrata e achar que não tenha nada a ver com um concidadão que esteja ali caído na rua. Essa é uma questão pública da maior importância.

O Bolsa Família deveria entrar na Constituição?
A constitucionalização do Bolsa Família precisava ser feita urgentemente. E a renda tem que ser maior. Esse é um programa barato, 0,5% do PIB. Acho, também, que as pessoas têm direito à renda básica. Tem que ser uma política de Estado, que nenhum governo possa dizer que não tem mais recurso. Mas qualquer política distributiva mexe com interesses poderosos.

A sra. poderia explicar melhor?
Isso é histórico. A elite brasileira acha que o Estado é para ela, que não pode ter esse negócio de dar dinheiro para pobre. Além de o Bolsa Família entrar na Constituição, é preciso ter outras políticas complementares, políticas culturais específicas. É preciso ter uma escola pensada para aquela população. É preciso ter outra televisão, pois essa é a pior possível, não ajuda a desfazer preconceitos. É preciso organizar um conjunto de políticas articuladas para formar cidadãos.

A sra. quer dizer que a ascensão é só de consumidores?
As pessoas quando saem desse nível de pobreza não se transformam só em consumidores. A gente se engana. Uma pesquisadora sobre o programa Luz para Todos, no Vale do Jequitinhonha, perguntou para um senhor o que mais o tinha impactado com a chegada da luz. A pesquisadora, com seu preconceito de classe média, já estava pronta para escrever: fui comprar uma televisão. Mas o senhor disse: ‘A coisa que mais me impactou foi ver pela primeira vez o rosto dos meus filhos dormindo; eu nunca tinha visto’. Essa delicadeza… a gente se surpreende muito.

O que a surpreendeu na sua pesquisa?
Quando vi a alegria que sentiam de poder partilhar uma comida que era deles, que não tinha sido pedida. Não tinham passado pela humilhação de pedi-la; foram lá e compraram. Crianças que comeram macarrão com salsicha pela primeira vez. É muito preconceituoso dizer que só querem consumir. A distância entre nós é tão grande que a gente não pode imaginar. A carência lá é tão absurda. Aprendi que pode ser uma grande experiência tomar água gelada.

Li que a sra. teria apurado que o Bolsa Família, ao tornar as mulheres mais independentes, estava provocando separações, uma revolução feminina. Mas não encontrei isso no livro. O que é fato?
É só conhecer um pouco o país para saber que não poderia haver entre essas mulheres uma revolução feminista. É difícil para elas mudar as relações conjugais. Elas são mais autônomas com a Bolsa? São. Elas nunca tiveram dinheiro e passaram a ter, são titulares do cartão, têm a senha. Elas têm uma moralidade muito forte: compram primeiro a comida para as crianças. Depois, se sobrar, compram colchão, televisão. É ainda muito difícil falar da vida pessoal. Uma ou outra me disse que tinha vontade de se separar. Há o problema de alcoolismo. Esses processos no Brasil são muito longos. Em São Paulo é comum a separação; no sertão é incomum. A família em muitos lugares é ampliada, com sogra, mãe, cunhado vivendo muito próximos. Essa realidade não se desfaz.

Mas há indícios de mudança?
Indícios, sim. Certamente elas estão falando mais nesse assunto. Em 2006, não queriam falar de sentimentos privados. Em 2011, num povoado no sertão de Alagoas, me disseram que tinha havido cinco casos de separação. Perguntei as razões. Uma me disse: ‘Aquela se apaixonou pelo marido da vizinha’. Perguntei para outra. Ela disse: ‘Pensando bem, acho que a bolsa nos dá mais coragem’. Disso daí deduzir que há um movimento feminista, meu deus do céu, é quase cruel. Não sei se dá para fazer essa relação tão automática do Bolsa com a transformação delas em mulheres mais independentes. Certamente são mais independentes, como qualquer pessoa que não tinha nada e passa a ter uma renda. Um homem também. Mas há censuras internas, tem a religião. As coisas são muito mais espessas do que a gente imagina.

O machismo é muito forte?
Sim. E também dentro delas. Se o machismo é muito percebido em São Paulo, imagina quando no chamado Brasil profundo. Lá, os padrões familiares são muito rígidos. É comum se ouvir que a mulher saiu da escola porque o pai disse que ela não precisava aprender. Elas se casam muito cedo. Agora, como prevê a sociologia do dinheiro, elas estão muito contentes pela regularidade, pela estabilidade, pelo fato de poderem planejar minimamente a vida. Mas eu não avançaria numa hipótese de revolução sexual.

O Bolsa Família mexeu com o coronelismo?
Sim, enfraqueceu o coronelismo. O dinheiro vem no nome dela, com uma senha dela e é ela que vai ao banco; não tem que pedir para ninguém. É muito diferente se o governo entregasse o dinheiro ao prefeito. Num programa que envolve 54 milhões de pessoas, alguma coisa de vez em quando [acontece]. Mas a fraude é quase zero. O cadastro único é muito bem feito. Foi uma ação de Estado que enfraqueceu o coronelismo. Elas aprenderam a usar o 0800 e vão para o telefone público ligar para reclamar. Essa ideia de que é uma massa passiva de imbecis que não reagem é preconceito puro.

E a questão eleitoral?
O coronel perdeu peso porque ela adquiriu uma liberdade que não tinha. Não precisa ir ao prefeito. Pode pedir uma rua melhor, mas não comida, que era por ai que o coronelismo funcionava. Há resíduos culturais. Ela pode votar no prefeito da família tal, mas para presidente da República, não.

Esses votos são do Lula?
São. Até 2011, quando terminei a pesquisa, eram. Quando me perguntam por que Lula tem essa força, respondo: nunca paramos para estudar o peso da fala testemunhal. Todos sabem que ele passou fome, que é um homem do povo e que sabe o que é pobreza. A figura dele é muito forte. O lado ruim é que seja muito personalizado. Mas, também, existe uma identidade partidária, uma capilaridade do PT.

Há um argumento que diz que o Bolsa Família é como uma droga que torna o lulismo imbatível nas urnas. O que a sra. acha?
Isso é preconceito. A elite brasileira ignora o seu país e vai ficando dura, insensível. Sente aquele povo como sendo uma sub-humanidade. Imaginam que essas pessoas são idiotas. Por R$ 5 por mês eles compram uma parabólica usada. Cheguei uma vez numa casa e eles estavam vendo TV Senado. Perguntei o motivo. A resposta: ‘A gente gosta porque tem alguma coisa para aprender’.

No livro a sra. cita muitos casos de mulheres que fizeram laqueadura. Como é isso?
O SUS (Sistema Único de Saúde) está fazendo a pedido delas. É o sonho maior. Aliás, outro preconceito é dizer que elas vão se encher de filhos para aumentar o Bolsa Família. É supor que sejam imbecis. O grande sonho é tomar a pílula ou fazer laqueadura.

A sra. afirma que é preconceito dizer que as pessoas vão para o Bolsa Família para não trabalhar. Por quê?
Nessas regiões não há emprego. Eles são chamados ocasionalmente para, por exemplo, colher feijão. É um trabalho sem nenhum direito e ganham menos que no Bolsa Família. Não há fábricas; só se vê terra cercada, com muitos eucaliptos. Os homens do Vale do Jequitinhonha vêm trabalhar aqui por salários aviltantes. Um fazendeiro disse para o meu marido que não conseguia mais homens para trabalhar por causa do Bolsa Família. Mas ele pagava R$ 20 por semana! O cara quer escravo. Paga uma miséria por um trabalho duro de 12, 16 horas, não assina carteira, é autoritário, e acha que as pessoas têm que se submeter a isso. E dizem que receber dinheiro do Estado é uma vergonha.

Há vontade de deixar o Bolsa Família?
Elas gostariam de ter emprego, salário, carteira assinada, férias, direitos. Há também uma pressão social. Ouvem dizer que estão acomodadas. Uma pesquisa feita em Itaboraí, no Rio de Janeiro, diz que lá elas têm vergonha de ter o cartão. São vistas como pobres coitadas que dependem do governo para viver, que são incapazes, vagabundas. Como em “Ralé”, de Máximo Gorki, os pobres repetem a ideologia da elite. A miséria é muito dura.

A sra. escreve que o Bolsa Família é o inicio da superação da cultura de resignação? Será?
A cultura da resignação foi muito estudada e é tema da literatura: Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto, José Lins do Rego. Ela tem componente religioso: ‘Deus quis assim’. E mescla elementos culturais: a espera da chuva, as promessas. Essa cultura da resignação foi rompida pelo Bolsa Família: a vida pode ser diferente, não é uma repetição. É a hipótese que eu levanto. Aparece uma coisa nova: é possível e é bom ter uma renda regular. É possível ter outra vida, não preciso ver meus filhos morrerem de fome, como minha mãe e minha vó viam. Esse sentimento de que o Brasil está vivendo uma coisa nova é muito real. Hoje se encontram negras médicas, dentistas, por causa do ProUni (Universidade para Todos). Depois de dez anos, o Bolsa Família tem mostrado que é possível melhorar de vida, aprender coisas novas. Não tem mais o ‘Fabiano’ [personagem de "Vidas Secas"], a vida não é tão seca mais.

Palestra Poderes, chefias e pobreza em Grande Sertão: Veredas

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Ontem, tive o prazer de palestrar na homenagem ao grande escritor mineiro Guimarães Rosa para a exposição Um olhar para Sertão no Conselho Regional de Engenharia (CREA-Minas), onde abordei a temática “Poderes, chefias e pobrezas em Grande Sertão: Veredas”. Esta magnífica obra de Guimarães está profundamente mergulhada na questão política, além de toda a sua cálida brisa poética-sertaneja em retratar o norte de Minas Gerais. Fiz uma reflexão, após a quinta leitura de uma das maiores obras da literatura brasileira, sobre a questão do poder e como ela altera a cabeça das pessoas, assim como ocorreu em diversos personagens, como Zé Bebelo e o famigerado Riobaldo.

O romance roseano não é uma obra política no sentido menor da palavra: datada, ideológica, doutrinária. A dimensão política se insere no contexto mais alargado da criatividade linguística e da expansão da linguagem brasileira universal.

Ao tratar a política na obra, digo política com P maiúsculo do bem comum, ela não dá conta ela busca a experiência religiosa, a arte, entre outros. A política é uma dimensão da obra de Guimarães Rosa, que tem diversas leituras e abordagens em um só livro. O Brasil que emerge como pano de fundo na grande viagem roseana é o que nós bem conhecemos pela nossa história e formação. É um relato de um Estado distante, quando não totalmente ausente. É a sofrida busca de uma modernização tardia que se expressa na referência a Coluna Prestes e nos sonhos e palavreados meio desembestados de Zé Bebelo. O Sertão exposto por Rosa é um Sertão que vence o mais forte com as astúcias. O Sertão de tantos personagens como Medeiro Vaz, Joca Ramiro, Hermógenes, o Sertão de jagunços, o Sertão de pobres abandonados pelas terras a fora, o Sertão sem lei.

Discorri sobre as inúmeras aparições do poder, da política e das críticas sociais: a penúria, as mazelas e a vida árida no norte de Minas. Mas, principalmente, o amor por Diadorim. O Grande Sertão: Veredas e a própria obra de Guimarães Rosa nos ajuda a compreendermos o Brasil. Nós temos um enigma nas mãos. Como um país com este tamanho, com tantas possibilidades e potencialidades, como é que este país não se acertou, especialmente na questão da justiça, da liberdade, da República. O grande prazer de ler, reler e tresler Guimarães Rosa é como o seu Sertão: “O sertão é do tamanho do mundo. Sertão é dentro da gente”.

Reunião de Construção da Política Nacional de Mobilidade Urbana

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Tive enorme satisfação em participar, ontem, na Faculdade de Direito da UFMG, de mais uma reunião com militantes sociais que discutem e militam em torno da defesa de um transporte público de qualidade e bom para todos. O centro dessa discussão é a defesa do transporte como direito social. O debate em torno da mobilidade urbana deve ser feito integrado a outras políticas sociais, como moradia, cultura, esporte e saúde. Todos eles devem ser compreendidos como meios que nos garantem e possibilitem o direito a cidade.

Dentre as nossas propostas do mandato uma que vamos levar ao Congresso Nacional é do Movimento Tarifa Zero.

Quando colocamos a proposta para a população muitos compartilharam e apoiaram nossa iniciativa. Uma questão que considero da mais alta relevância do ponto de vista do bem comum e do direito à cidade é o transporte público. É exatamente isso que defendo: que o transporte seja público; que o Estado, em todos os níveis – municipal, estadual e nacional -, assuma a sua responsabilidade por esse serviço essencial à qualidade de vida das pessoas, das famílias e das comunidades. Não quero dizer que o transporte público deve ser obrigatoriamente estatal, pode ser efetuado por empresas particulares, mas sob as diretrizes e fiscalização efetiva do Estado, que pode e deve, dentro de suas possibilidades, aportar recursos para a melhoria dos serviços e redução dos preços. Penso que no primeiro momento e considerando as possibilidades econômicas do Estado, os benefícios devem priorizar os mais pobres – beneficiários do Bolsa Família, do BPC – Benefício de Prestação Continuada -para os idosos e pessoas deficientes pobres, trabalhadores de baixa renda, estudantes.

A experiência dos países mais desenvolvidos do ponto de vista social – Suécia, por exemplo – mostra que quando os serviços públicos são universalizados – educação, saúde, transporte – eles tendem a melhorar de qualidade. É bom que a classe média utilize esses serviços. Além de ser um processo democrático, encontro de classes e gerações, a classe média tem poder de pressão e ajuda na qualidade desses serviços.

Estamos falando de um processo. Temos muita estrada pela frente, mas precisamos nos pôr a caminho.

Mais informações sobre a discussão da Política de Mobilidade Urbana no link: http://mobilidadebrasil.org/

I Congresso Unicafes Minas

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Participei com muita alegria, hoje, do evento da União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária de Minas Gerais, no Centro de Formação da FETAEMG, no bairro Juliana. Nossa trajetória política sempre esteve vinculada à luta dos trabalhadores do campo e da cidade, especialmente pela necessidade dar garantia e materialidade efetiva ao Direito Humano fundamental que é o direito a alimentação. Em nossa gestão na prefeitura de Belo Horizonte introduzimos programas e ações que valorizaram a agricultura familiar, como o SAFRA, Direto da Roça, Comboio do Trabalhador e os Restaurantes Populares. No governo Lula, no Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome, ajudamos a implantar e a fortalecer ações e políticas que vêm transformando a vida do pequeno agricultor em nosso país. Destacamos o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf).

Quero reafirmar mais uma vez os nossos compromissos com os trabalhadores rurais e os sindicatos a eles vinculados a nossa luta em prol de um país justo e soberano, oferecendo oportunidades de crescimento, renda e trabalho dignos no campo e na cidade.

O Autor na Academia | Ana Maria Machado

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A carioca Ana Maria Machado, autora de grandes obras da literatura infantil brasileira, é a convidada da edição de novembro do projeto O Autor na Academia. A escritora apresenta uma conferência seguida de debate, com o tema “Os mistérios e segredos da escrita”.

Começando seu trabalho literário em 1969, Machado recebeu mais reconhecimento com crianças e adolescentes das últimas décadas, escrevendo as obras “Bisa Bia, Bisa Bel” e “Raul da Ferrugem Azul”. Ela também já publicou nove romances direcionados para o público adulto, além de diversos ensaios acadêmicos.

Ocupante da cadeira Nº1 da Academia Brasileira de Letras, a autora já recebeu o Prêmio Machado de Assis e de três prêmios Jabutis de Literatura. Machado também foi uma das 50 mulheres latinoamericanas indicadas ao Prêmio Nobel da Paz, em 2005. Ao todo, sua obra já vendeu cerca de 20 milhões de exemplares em todo o mundo.

Durante a conferência, seu livro Infâmia, publicado pela editora Alfaguara/Objetiva, será vendido pelo valor simbólico de R$5.

Conferência e debate com Ana Maria Machado com o tema “Os mistérios e segredos da escrita”
Quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Horário: 19h
Estudantes universitários receberão certificado de participação
Entrada gratuita