{"id":811,"date":"2013-10-02T10:53:39","date_gmt":"2013-10-02T13:53:39","guid":{"rendered":"http:\/\/patrusananias.com.br\/blog\/?p=811"},"modified":"2022-11-03T10:57:15","modified_gmt":"2022-11-03T13:57:15","slug":"discurso-do-papa-francisco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/patrusananias.com.br\/blog\/discurso-do-papa-francisco\/","title":{"rendered":"Os dois discursos do Papa Francisco"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000000;\">Partilho com voc\u00eas o discurso que o Papa Francisco pronunciou em Cagliari, na It\u00e1lia, no dia 22 de setembro. O primeiro foi feito de improviso; o segundo, mais formal e contido, que ele levou escrito, mas n\u00e3o leu. Penso que vale a pena ler e meditar sobre os dois.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">VISITA PASTORAL A CAGLIARI<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #993300;\">ENCONTRO COM OS TRABALHADORES<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #993300;\">DISCURSO DO SANTO PADRE FRANCISCO<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #993300;\">Largo Carlo Felice, Cagliari Domingo, 22 de Setembro de 2013<\/span><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<!--more--><\/strong><\/p>\n<p>Estimados irm\u00e3os e irm\u00e3s, bom dia!<br \/>\nSa\u00fado-vos cordialmente: trabalhadores, empres\u00e1rios, autoridades e fam\u00edlias aqui presentes, de maneira particular o Arcebispo D. Arrigo Miglio, bem como os tr\u00eas de v\u00f3s que me manifestastes as vossas problem\u00e1ticas, as vossas expectativas e as vossas esperan\u00e7as. Esta Visita \u2014 como j\u00e1 diz\u00edeis \u2014 tem in\u00edcio precisamente convosco, que fazeis parte do mundo do trabalho. Com este encontro, desejo acima de tudo manifestar-vos a minha proximidade, de modo especial no que se refere \u00e0s situa\u00e7\u00f5es de sofrimento: aos numerosos jovens desempregados, aos trabalhadores com subs\u00eddio de desemprego ou prec\u00e1rios, aos empres\u00e1rios e comerciantes que t\u00eam dificuldade de ir em frente. Trata-se de uma realidade que conhe\u00e7o muito bem pela experi\u00eancia ocorrida na Argentina. Eu n\u00e3o a conheci, mas a minha fam\u00edlia sim: o meu pai, ainda jovem, partiu para a Argentina cheio de ilus\u00f5es para \u00abfazer a Am\u00e9rica\u00bb. E sofreu a terr\u00edvel crise dos anos trinta. Perdeu tudo, porque n\u00e3o havia trabalho! E na minha inf\u00e2ncia, em casa, eu ouvia falar daquela \u00e9poca&#8230; Eu n\u00e3o a conheci, pois ainda n\u00e3o tinha nascido, mas em casa eu sentia este sofrimento, ouvia falar sobre este sofrimento. Conhe\u00e7o bem isto! No entanto, devo dizer-vos: \u00abCoragem!\u00bb. Mas tamb\u00e9m estou consciente de que devo fazer tudo o que me compete, a fim de que esta palavra \u00abcoragem\u00bb n\u00e3o seja simplesmente uma bonita palavra de passagem! Para que n\u00e3o constitua apenas um sorriso de empregado cordial, de um funcion\u00e1rio da Igreja que vem aqui e que vos diz: \u00abCoragem!\u00bb. N\u00e3o! N\u00e3o \u00e9 isto que eu quero! Quero que esta coragem brote do meu interior e que me leve a fazer tudo como Pastor, como homem. Devemos enfrentar este desafio hist\u00f3rico com solidariedade, entre v\u00f3s \u2014 tamb\u00e9m entre v\u00f3s \u2014 todos com solidariedade e intelig\u00eancia.<br \/>\nEsta \u00e9 a segunda cidade que visito na It\u00e1lia. \u00c9 curioso: ambas \u2014 e primeira e esta \u2014 s\u00e3o ilhas. Na primeira eu vi o sofrimento de muitas pessoas que, pondo em perigo a pr\u00f3pria vida, procuram dignidade, p\u00e3o e sa\u00fade: o mundo dos refugiados. E vi a resposta daquela cidade que \u2014 embora seja uma ilha \u2014 n\u00e3o quis isolar-se e recebe aquele mundo, f\u00e1-lo seu; oferece-nos um exemplo de hospitalidade: sofrimento e resposta positiva. Aqui, nesta segunda cidade-ilha que visito, tamb\u00e9m aqui encontro sofrimento. Um sofrimento que, segundo o que disse um de v\u00f3s, \u00abte debilita e acaba por roubar a tua esperan\u00e7a\u00bb. Um sofrimento \u2014 a falta de trabalho \u2014 que te leva \u2014 perdoai-me, se sou um pouco forte, mas digo a verdade \u2014 a sentir-te sem dignidade! Onde n\u00e3o h\u00e1 trabalho, falta a dignidade! E este n\u00e3o \u00e9 um problema unicamente da Sardenha \u2014 mas aqui \u00e9 grave \u2014 n\u00e3o \u00e9 uma problem\u00e1tica s\u00f3 da It\u00e1lia ou de alguns pa\u00edses da Europa, mas \u00e9 a consequ\u00eancia de uma escolha mundial, de um sistema econ\u00f3mico que leva a esta trag\u00e9dia; de um sistema econ\u00f3mico que tem no centro um \u00eddolo, que se chama dinheiro.<br \/>\nDeus quis que no cerne do mundo n\u00e3o houvesse um \u00eddolo, mas o homem, o homem e a mulher que, mediante o pr\u00f3prio trabalho, levassem em frente o mundo. Mas agora, neste sistema desprovido de uma \u00e9tica, no centro existe um \u00eddolo, e o mundo tornou-se id\u00f3latra deste \u00abdeus-dinheiro\u00bb. \u00c9 o dinheiro que manda! \u00c9 o dinheiro que manda! Comandam todas\u00a0aquelas coisas que servem este \u00eddolo. E o que acontece? Para defender este \u00eddolo, todos se aglomeram no centro, enquanto decaem as extremidades; decaem os idosos, porque neste mundo n\u00e3o h\u00e1 lugar para eles! Alguns falam deste h\u00e1bito da \u00abeutan\u00e1sia escondida\u00bb, de n\u00e3o os curar, de n\u00e3o os ter em considera\u00e7\u00e3o&#8230; \u00abSim, deixemos de lado&#8230;\u00bb. E decaem os jovens, que n\u00e3o encontram um trabalho, e a sua dignidade. Mas pensemos, num mundo onde os jovens \u2014 duas gera\u00e7\u00f5es de jovens \u2014 n\u00e3o encontram trabalho! Este mundo n\u00e3o tem um futuro. Por qu\u00ea? Porque eles j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam dignidade! \u00c9 dif\u00edcil ter dignidade sem trabalhar. \u00c9 nisto que consiste o vosso sofrimento aqui. Este \u00e9 o pedido que, dali, v\u00f3s grit\u00e1veis: \u00abTrabalho\u00bb, \u00abTrabalho\u00bb, \u00abTrabalho\u00bb. \u00c9 um pedido necess\u00e1rio. Trabalho quer dizer dignidade, trabalho significa trazer o p\u00e3o para casa, trabalho quer dizer amar! Para defender este sistema econ\u00f3mico idol\u00e1trico chega-se a instaurar a \u00abcultura do descarte\u00bb: descartam-se os av\u00f3s e descartam-se tamb\u00e9m os jovens. Quanto a n\u00f3s, devemos dizer \u00abn\u00e3o\u00bb a esta \u00abcultura do descarte\u00bb. N\u00f3s temos o dever de dizer: \u00abQueremos um sistema justo! Um sistema que nos fa\u00e7a ir todos em frente\u00bb. Devemos dizer: \u00abN\u00f3s n\u00e3o queremos este sistema econ\u00f3mico globalizado, que tanto nos danifica!\u00bb. No centro deve estar o homem e a mulher, como Deus deseja, e n\u00e3o o dinheiro!<br \/>\nEu tinha escrito alguns pensamentos para v\u00f3s mas, ao olhar para v\u00f3s, vieram-me estas palavras. Entregarei ao Bispo estas palavras escritas, como se tivessem sido pronunciadas. Mas preferi dizer-vos aquilo que me brota do cora\u00e7\u00e3o, olhando para v\u00f3s neste momento! Vede, n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil dizer: n\u00e3o percais a esperan\u00e7a! No entanto, a todos, a todos v\u00f3s, \u00e0queles que t\u00eam um trabalho e a quantos n\u00e3o encontraram trabalho, digo: \u00abN\u00e3o vos deixeis roubar a esperan\u00e7a! N\u00e3o vos deixeis roubar a esperan\u00e7a!\u00bb. Talvez a esperan\u00e7a seja como as brasas debaixo das cinzas; ajudemo-nos uns aos outros com a solidariedade, soprando nas cinzas, a fim de que o fogo volte a atear-se mais uma vez. Pois \u00e9 a esperan\u00e7a que nos faz ir em frente. E isto n\u00e3o \u00e9 optimismo, mas algo diferente. Todavia, a esperan\u00e7a n\u00e3o \u00e9 de uma s\u00f3 pessoa, a esperan\u00e7a fazemo-la todos juntos! Temos que alimentar a esperan\u00e7a entre todos, entre todos v\u00f3s e todos n\u00f3s que estamos distantes. A esperan\u00e7a \u00e9 algo vosso e tamb\u00e9m nosso. \u00c9 algo que pertence a todos! \u00c9 por isso que vos digo: \u00abN\u00e3o vos deixeis roubar a esperan\u00e7a!\u00bb. Mas sejamos sagazes, porque \u00e9 o pr\u00f3prio Senhor quem nos diz que os \u00eddolos s\u00e3o mais astutos do que n\u00f3s. O Senhor convida-nos a ter a ast\u00facia da serpente, juntamente com a bondade da pomba. Tenhamos esta ast\u00facia e chamemos as coisas pelo nome. Neste momento, no nosso sistema econ\u00f3mico, no nosso sistema proposto globalizado de vida, no seu \u00e2mago encontra-se um \u00eddolo, e isto n\u00e3o se deve fazer! Lutemos todos juntos a fim de que no centro, pelo menos da nossa vida, estejam o homem e a mulher, a fam\u00edlia, todos n\u00f3s, para que a esperan\u00e7a possa progredir&#8230; \u00abN\u00e3o vos deixeis roubar a esperan\u00e7a!\u00bb.<br \/>\nAgora, gostaria de concluir, rezando com todos v\u00f3s em sil\u00eancio, em sil\u00eancio, orando com cada um de v\u00f3s. Direi aquilo que me brota no cora\u00e7\u00e3o e v\u00f3s, em sil\u00eancio, orai comigo.<br \/>\n\u00abSenhor Deus, olhai para n\u00f3s! Olhai para esta cidade, para esta ilha. Olhai para as nossas fam\u00edlias.<br \/>\nSenhor, a V\u00f3s n\u00e3o faltou trabalho; V\u00f3s fostes carpinteiro e \u00e9reis feliz.<br \/>\nSenhor, falta-nos um trabalho.<br \/>\nOs \u00eddolos querem roubar-nos a dignidade. Os sistemas injustos desejam roubar-nos a esperan\u00e7a.<br \/>\nSenhor, n\u00e3o nos deixeis sozinhos. Ajudai-nos a auxiliar-nos uns aos outros; fazei-nos esquecer um pouco o ego\u00edsmo e sentir no nosso cora\u00e7\u00e3o o \u201cn\u00f3s\u201d, n\u00f3s povo, que deseja ir em frente.<br \/>\nSenhor Jesus, a V\u00f3s n\u00e3o faltou trabalho; concedei-nos um trabalho, ensinai-nos a lutar pelo\u00a0trabalho e aben\u00e7oai-nos a todos. Em nome do Pai e do Filho e do Esp\u00edrito Santo\u00bb.<br \/>\nMuito obrigado! Orai por mim!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\">[A seguir publicamos as palavras que o Papa Francisco tinha preparado e depois entregou ao arcebispo de Cagliari, como se as tivesse pronunciado]<\/span><\/p>\n<p>Gostaria de compartilhar convosco tr\u00eas pontos simples, mas decisivos.<br \/>\nO primeiro: voltar a inserir no centro a pessoa e o trabalho. A crise econ\u00f4mica tem uma dimens\u00e3o europeia e global; no entanto, a crise n\u00e3o \u00e9 apenas econ\u00f4mica, mas tamb\u00e9m \u00e9tica, espiritual e humana. Na raiz existe uma trai\u00e7\u00e3o do bem comum, quer da parte dos indiv\u00edduos quer da parte de certos grupos de poder. Por conseguinte, \u00e9 necess\u00e1rio tirar a centralidade \u00e0 lei do lucro e do rendimento, e voltar a dar a prioridade \u00e0 pessoa e ao bem comum. E um fator muito importante para a dignidade da pessoa \u00e9 precisamente o trabalho; a fim de que haja uma promo\u00e7\u00e3o aut\u00eantica da pessoa, \u00e9 necess\u00e1rio garantir o trabalho. Eis no que consiste a tarefa que compete \u00e0 sociedade inteira, e por isso \u00e9 preciso reconhecer um grande m\u00e9rito \u00e0queles empres\u00e1rios que, apesar de tudo, n\u00e3o deixaram de se comprometer, de investir e arriscar para garantir o emprego. A cultura do trabalho, perante a cultura do assistencialismo, implica a educa\u00e7\u00e3o para o trabalho desde a juventude, o acompanhamento no trabalho, a dignidade para cada atividade de trabalho, a partilha do trabalho e a elimina\u00e7\u00e3o de todas as formas de trabalho clandestino. Nesta fase, a sociedade inteira, em cada um dos seus componentes, deve envidar todos os esfor\u00e7os poss\u00edveis a fim de que o trabalho, que \u00e9 nascente de dignidade, seja a principal preocupa\u00e7\u00e3o! Al\u00e9m disso, a vossa condi\u00e7\u00e3o torna ainda mais urgente este compromisso da parte de todos, principalmente das inst\u00e2ncias pol\u00edticas e econ\u00f4micas.<br \/>\nSegundo elemento: o Evangelho da esperan\u00e7a. A Sardenha \u00e9 uma terra aben\u00e7oada por Deus, dotada de numerosos recursos humanos e ambientais mas, como no restante da It\u00e1lia, \u00e9-lhe necess\u00e1rio um renovado impulso para recome\u00e7ar. E os crist\u00e3os podem e devem desempenhar a sua parte, oferecendo a contribui\u00e7\u00e3o que lhes \u00e9 espec\u00edfica: a vis\u00e3o evang\u00e9lica da vida. Recordo as palavras do Papa Bento XVI, proferidas na sua visita a Cagliari, em 2008: \u00e9 preciso \u00abevangelizar o mundo do trabalho, da economia, da pol\u00edtica, que precisa de uma nova gera\u00e7\u00e3o de leigos crist\u00e3os comprometidos, capazes de procurar com compet\u00eancia e rigor moral solu\u00e7\u00f5es de desenvolvimento sustent\u00e1vel\u00bb (Homilia, 7 de Setembro de 2008). Os Bispos da Sardenha permanecem particularmente sens\u00edveis a estas realidades, de maneira especial \u00e0 condi\u00e7\u00e3o do trabalho. V\u00f3s, estimados Bispos, indicais a necessidade de um discernimento s\u00e9rio e realista, mas orientais tamb\u00e9m para um caminho de esperan\u00e7a, como j\u00e1 escrevestes na Mensagem em prepara\u00e7\u00e3o para a presente Visita. Isto \u00e9 importante, esta \u00e9 a resposta exacta! Olhar para a realidade de frente, conhec\u00ea-la bem, compreend\u00ea-la e procurar juntos um caminho, com o m\u00e9todo da colabora\u00e7\u00e3o e do di\u00e1logo, vivendo a proximidade para transmitir esperan\u00e7a. Nunca ofusqueis a esperan\u00e7a! N\u00e3o a confundais com o optimismo \u2014 que representa simplesmente uma atitude psicol\u00f3gica \u2014 nem com outras situa\u00e7\u00f5es. A esperan\u00e7a \u00e9 criativa, \u00e9 capaz de criar o futuro.<br \/>\nTerceiro elemento: um trabalho digno para todos. Uma sociedade aberta \u00e0 esperan\u00e7a n\u00e3o se fecha em si mesma, na defesa dos interesses de poucos, mas olha para a frente na perspectiva do bem comum. E isto exige da parte de todos um vigoroso sentido de responsabilidade. N\u00e3o h\u00e1 esperan\u00e7a social sem um trabalho digno para todos. \u00c9 por este motivo que se torna necess\u00e1rio \u00abperseguir como priorit\u00e1rio o objectivo do acesso ao trabalho para todos, ou da sua<br \/>\nmanuten\u00e7\u00e3o\u00bb (Bento XVI, Enc\u00edclica Caritas in veritate, 32).<br \/>\nEu disse trabalho \u00abdigno\u00bb, e volto a fris\u00e1-lo porque infelizmente, de modo especial quando h\u00e1 crise e a necessidade \u00e9 grave, aumenta o trabalho desumano, o trabalho escravo, o emprego sem a justa seguran\u00e7a, ou ent\u00e3o sem o o respeito pela cria\u00e7\u00e3o, ou ainda sem o respeito pelo descanso, pela festa e pela fam\u00edlia, quando se deve trabalhar aos domingos at\u00e9 quando n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio. O trabalho deve estar vinculado \u00e0 tutela da cria\u00e7\u00e3o, a fim de que ela seja preservada com responsabilidade para as gera\u00e7\u00f5es vindouras. A cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma mercadoria para explorar, mas uma d\u00e1diva para conservar. O pr\u00f3prio compromisso ecol\u00f3gico constitui uma ocasi\u00e3o de novo emprego nos campos a ele ligados, como a energia, a preven\u00e7\u00e3o e a elimina\u00e7\u00e3o das diversas formas de polui\u00e7\u00e3o, a vigil\u00e2ncia sobre os inc\u00eandios do patrim\u00f3nio florestal, e assim por diante. Conservar a cria\u00e7\u00e3o, preservar o homem com um trabalho digno seja um compromisso assumidos por parte de todos! Ecologia&#8230; e tamb\u00e9m \u00abecologia humana\u00bb!<br \/>\nEstimados amigos, estou particularmente pr\u00f3ximo de v\u00f3s, recomendando ao Senhor e a Nossa Senhora de Bon\u00e1ria todas as vossas ansiedades e preocupa\u00e7\u00f5es. O Beato Jo\u00e3o Paulo II ressaltava que Jesus \u00abtrabalhou com as pr\u00f3prias m\u00e3os. Melhor, o seu trabalho, que foi verdadeiro trabalho f\u00edsico, ocupou a maior parte da sua vida nesta terra, e entrou assim na obra da reden\u00e7\u00e3o do homem e do mundo, por ele realizada com a sua pr\u00f3pria vida terrena\u00bb (Discurso aos oper\u00e1rios, Terni, 19 de Mar\u00e7o de 1981). \u00c9 importante dedicar-se ao pr\u00f3prio trabalho com assiduidade, dedica\u00e7\u00e3o e compet\u00eancia; \u00e9 bom ter o h\u00e1bito do trabalho.<br \/>\nFormulo votos a fim de que, na l\u00f3gica da gratuidade e da solidariedade, possamos sair juntos desta fase negativa, para que assim seja assegurado um trabalho garantido, digno e est\u00e1vel.<br \/>\nTransmiti a minha sauda\u00e7\u00e3o \u00e0s vossas fam\u00edlias, \u00e0s crian\u00e7as, aos jovens e \u00e0s pessoas idosas. Tamb\u00e9m eu vos levo comigo, de maneira especial nas minhas ora\u00e7\u00f5es. E concedo de cora\u00e7\u00e3o a minha B\u00ean\u00e7\u00e3o, tanto a v\u00f3s, como ao vosso trabalho e ao vosso compromisso social.<\/p>\n<p><span style=\"color: #993300;\"><strong>\u00a9 Copyright &#8211; LibreriaEditrice Vaticana<\/strong><\/span><\/p>\n<div><strong style=\"color: #333333; font-style: normal; line-height: 24px;\"><br \/>\n<\/strong><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Partilho com voc\u00eas o discurso que o Papa Francisco pronunciou em Cagliari, na It\u00e1lia, no dia 22 de setembro. O primeiro foi feito de improviso; o segundo, mais formal e contido, que ele levou escrito, mas n\u00e3o leu. Penso que vale a pena ler e meditar sobre os dois. VISITA PASTORAL A CAGLIARI ENCONTRO COM &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/patrusananias.com.br\/blog\/discurso-do-papa-francisco\/\" class=\"more-link\">Continue lendo<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Os dois discursos do Papa Francisco&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[33],"tags":[],"views":229,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/patrusananias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/811"}],"collection":[{"href":"https:\/\/patrusananias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/patrusananias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/patrusananias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/patrusananias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=811"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/patrusananias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/811\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6499,"href":"https:\/\/patrusananias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/811\/revisions\/6499"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/patrusananias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=811"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/patrusananias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=811"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/patrusananias.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=811"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}