{"id":708,"date":"2012-12-28T16:19:34","date_gmt":"2012-12-28T18:19:34","guid":{"rendered":"http:\/\/patrusananias.com.br\/blog\/?p=708"},"modified":"2022-11-03T10:56:12","modified_gmt":"2022-11-03T13:56:12","slug":"fim-de-mais-um-ano-caminhemos-pois","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/patrusananias.com.br\/blog\/fim-de-mais-um-ano-caminhemos-pois\/","title":{"rendered":"Fim de mais um ano, caminhemos, pois!"},"content":{"rendered":"<p>As festividades e celebra\u00e7\u00f5es como o Natal e o Ano Novo enfocam, com muita \u00eanfase, palavras anunciadoras como felicidade, paz, amor, alegria, esperan\u00e7a, solidariedade e justi\u00e7a. O Natal nos rep\u00f5e a pessoa de Jesus de Nazar\u00e9 que agrega em torno de sua mensagem prof\u00e9tica e libert\u00e1ria pessoas de boa vontade que, independente de credos religiosos, querem ajudar as suas comunidades locais e regionais, o Brasil e o mundo a serem espa\u00e7os mais razo\u00e1veis e sensatos do ponto de vista da conviv\u00eancia humana e das rela\u00e7\u00f5es sociais, incluindo o respeito \u00e0 natureza e o compromisso com as gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n<p>O in\u00edcio de um novo ano sempre nos traz a promessa de avan\u00e7os e conquistas pessoais, familiares e coletivas. Para muitos \u00e9 a possibilidade do recome\u00e7o e do sonho de novos projetos.<\/p>\n<p>Em torno desses sentimentos, familiares e amigos se encontram. Al\u00e9m de ora\u00e7\u00f5es e cantos, s\u00e3o os abra\u00e7os e a troca de presentes. Pessoas distantes telefonam, enviam mensagens eletr\u00f4nicas, alguns, de h\u00e1bitos mais conservadores, insistem nos velhos cart\u00f5es e generosas cartas.<\/p>\n<p><strong><!--more--><\/strong><\/p>\n<p>Parece-me ineg\u00e1vel que ocorre nesse per\u00edodo uma libera\u00e7\u00e3o de afetos e sentimentos bons. De diferentes formas o outro, os outros, se faz e se fazem presentes.<\/p>\n<p>Alguns radicalizam \u2013 no melhor sentido da palavra: ir \u00e0s ra\u00edzes, resgatar a ess\u00eancia \u2013 o seu compromisso com o pr\u00f3ximo e a dimens\u00e3o comunit\u00e1ria da vida, e v\u00e3o ao encontro dos mais exclu\u00eddos, como os moradores de rua; os doentes nos hospitais e os doentes que neles n\u00e3o encontram vagas; s\u00e3o os presos, muitos injustamente sem processos e sem advogados; os moradores das comunidades mais pobres sofrendo, muitas vezes, a viol\u00eancia dos dois lados \u2013 dos criminosos e das autoridades policiais. S\u00e3o aqueles que p\u00f5em em pr\u00e1tica os ensinamentos de Jesus.<\/p>\n<p>A realidade, que os mensageiros do bem e da compaix\u00e3o enfrentam com coragem na busca dos mais sofridos, n\u00e3o se deixa diluir pelos festejos e fogos de artif\u00edcio e insiste nos momentos mais comemorativos, em bater \u00e0 porta das nossas consci\u00eancias e dos nossos cora\u00e7\u00f5es. Nos feriados de 22 a 25 de dezembro, 65 pessoas morreram nas estradas de Minas e 222 nas estradas do Brasil. S\u00e3o n\u00fameros que correspondem a uma guerra civil brutal, na propor\u00e7\u00e3o ou mesmo superior aos n\u00fameros de mortos na S\u00edria, cujo drama comove as consci\u00eancias bem informadas do Brasil e do planeta. Eu logo penso: por tr\u00e1s de cada v\u00edtima, h\u00e1 m\u00e3e, pai, filhos, av\u00f3s, netos, irm\u00e3os, parentes, colegas, amigos. Um sofrimento enorme! Um custo moral, ps\u00edquico e emocional incalcul\u00e1vel, que se coloca muito al\u00e9m das cifras e dos c\u00e1lculos humanos. Al\u00e9m dessa dimens\u00e3o impag\u00e1vel, h\u00e1 um pre\u00e7o brutal para a sociedade atrav\u00e9s dos servi\u00e7os m\u00e9dicos e previdenci\u00e1rios destinados a cuidar das v\u00edtimas que n\u00e3o perderam a vida, mas foram duramente atingidas na sua estrutura f\u00edsica e\/ou psicol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Mas mesmo assim, sem perder o olhar atento sobre n\u00f3s mesmos e o meio em que estamos inseridos, sem perder a sensibilidade e a capacidade de nos comover com o sofrimento de nossos semelhantes, vamos olhar confiantes para o futuro e acolher 2013 com bons aug\u00farios.<\/p>\n<p>Desafios e desacertos n\u00e3o v\u00e3o faltar, al\u00e9m da viol\u00eancia do tr\u00e2nsito e dos homic\u00eddios, pelos mais variados e indesculp\u00e1veis motivos, h\u00e1 tamb\u00e9m os crimes contra os bens p\u00fablicos e a economia popular que continuam impunes, para muito al\u00e9m do julgamento teatral do chamado mensal\u00e3o. Mas como diz a letra da can\u00e7\u00e3o imortalizada na voz de Elis Regina \u201cdesesperar jamais, aprendemos muitos nesses anos&#8230; no balan\u00e7o de perdas e danos&#8230; j\u00e1 tivemos muitos desenganos, mas agora, acho que chegou a hora de fazer valer o dito popular\u201d. N\u00e3o vamos entregar o jogo. O Brasil na \u00e1rea social deu um salto extraordin\u00e1rio. Estamos pr\u00f3ximos, se continuarmos no mesmo rumo e intensificarmos o ritmo da caminhada, de vencermos a luta secular contra a fome e a mis\u00e9ria. No ju\u00edzo moral do c\u00f3digo evang\u00e9lico n\u00e3o \u00e9 pouca coisa! Caminhemos, pois!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As festividades e celebra\u00e7\u00f5es como o Natal e o Ano Novo enfocam, com muita \u00eanfase, palavras anunciadoras como felicidade, paz, amor, alegria, esperan\u00e7a, solidariedade e justi\u00e7a. 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