Patrus vota contra a legalização dos jogos de azar e critica prioridades do desgoverno Bolsonaro

O deputado Patrus Ananias votou ontem (23.02) contra a legalização dos jogos de azar no Brasil, e no plenário da Câmara dos Deputados, em nome da Bancada do Partido dos Trabalhadores, defendeu um projeto nacional que enfrente a crise que vive o Brasil no campo econômico, social, político, também ético, dos valores; no campo cultural e da educação, e criticou a prioridade das votações de projetos em desacordo com a grave situação do país.

 

O projeto que legaliza cassinos, bingos, jogo do bicho e jogos on-line foi aprovado em votação apertada (246 votos a 202) com o forte empenho do presidente da Casa Arthur Lira, entusiasta da liberação dos jogos, que atende ao próprio interesse e ao de seu grupo político.

Patrus Ananias destacou que o momento é de enfrentamento dos desafios na segurança alimentar e à Covid-19, que continua presente. “Estamos vendo, nas ruas do Brasil, a volta assustadora da tragédia da fome das populações. Há famílias inteiras em situação de rua! O que nos cabe é pensar nesses desafios e não ficar pensando em abrir espaços para jogos que, em nenhum momento, vão contribuir para a afirmação do nosso projeto, da nossa soberania. Precisamos enfrentar e superar com coragem, determinação, os problemas que hoje atingem diretamente as pessoas, as famílias e as comunidades, em todo o território nacional”.

O deputado alertou para a ameaça de transformar o Brasil em um grande cassino. “Não vamos promover, facilitar, criar espaços para o encontro da criminalidade, da violência, do chamado crime organizado, que desorganiza tudo; da corrupção, por meio desses cassinos. Nós bem sabemos que eles não são espaços da virtude e dos valores que queremos preservar no país”.

Patrus citou a nota da CNBB – Conferência dos Bispos contra a legalização dos jogos de azar no país, na qual a entidade alerta exatamente para a possibilidade de associação dos jogos de azar com a lavagem de dinheiro e o crime organizado. “Os cassinos podem facilmente transformar-se em instrumentos para que recursos provenientes de atividades criminosas assumam o aspecto de lucros e receitas legítimas”.

Ele afirmou ainda que o turismo nacional deve ser vinculado às belezas naturais, à cultura nacional e às potencialidades do país, e não aos cassinos, como argumentam os defensores do projeto.

O projeto segue para análise do Senado.

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