Patrus Ananias: a vida, para os afetados pelo rompimento da barragem, se encontra no limite

O rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, deixou 19 mortos e destruiu todo o ecossistema ao longo do Rio Doce, atingindo municípios de Minas e do Espírito Santo. Essa é a conclusão do relatório que verificou os efeitos da lama nas comunidades atingidas pelo rompimento.
Lama que acelerou o assoreamento do rio, mudou cursos e soterrou nascentes. Lama que comprometeu a sobrevivência das populações ribeirinhas. Uma tragédia, do ponto de vista humano, social e ambiental, mas que também se encontra num contexto mais amplo.
É o contexto do Estado que não se impõe. O Estado mínimo, que se submete às empresas. A negação dos direitos dos atingidos pelas tragédias de Marina e Brumadinho passa pelo sucateamento e fragilização do Estado. O Estado que não se impõe não pode conter os abusos e os crimes, nem garantir o bem comum e o direito à vida.

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