O combate à pandemia e o exercício profissional do jornalismo estão assentados em uma base comum: a informação de qualidade

Hoje, 7 de abril, em um planeta tomado pelo coronavírus comemora-se o Dia Mundial da Saúde, e no Brasil, um país devastado pela fake news, é também o Dia do Jornalista

Foto: Getty Images

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A data de criação da Organização Mundial da Saúde (1948), entidade que já enfrentou muitas crises e acumulou conquistas como a erradicação da varíola, a diminuição em 99% dos casos de poliomielite e a luta contra o HIV, define o marco da política de promoção da saúde. Apesar de seu histórico e seu papel em defesa da saúde da humanidade, a organização é alvo de deboches do presidente brasileiro.

A pandemia da COVID-19 é de longe o maior desafio da OMS, que no exercício de sua função maior, recomenda a priorização das vidas que podem ser salvas com o isolamento social e o empenho de governantes e setor privado na disponibilização de recursos para a saúde.

Saúde, vem do Latim salus, “bom estado físico, saudação”, relacionado a salvus, “salvo”. Segundo a OMS: Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não, simplesmente, a ausência de doenças ou enfermidades.

O conceito de saúde foi ampliado na Constituição Brasileira e ganhou dimensão política, econômica e social e é neste contexto que o Sistema Único de Saúde (SUS) está inserido. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação (Artigo 196).

Em defesa da democracia e da verdade

Em um país devastado pelas falsas notícias, com endereço de origem no Palácio do Planalto amplamente denunciado e revelado pela CPMI das fake news, comemora-se hoje o Dia do Jornalista.

A data é para lembrar o primeiro jornalista assassinado no Brasil, Libero Badaró. Defensor da liberdade de imprensa e opositor de D. Pedro I, o jornalista é autor da célebre frase: “Morre um liberal, mas não a liberdade”. O monarca estaria envolvido no crime que, somado a outros fatores, abalou ainda mais o frágil sistema, fase encerrada com a abdicação de Pedro I em 7 de abril.

Sistematicamente atacados pelo presidente, nos últimos 15 meses, todos os profissionais brasileiros de imprensa serão homenageados, por meio de ato virtual (https://www.youtube.com/channel/UCWbQO3A_ciUjAJzSdpVA1eA), na pessoa da jornalista Patrícia Campos Mello, que se tornou símbolo da luta pela verdade, da entrega de informação qualificada à sociedade.

A jornalista foi a responsável por revelar a fábrica de fake news que elegeu Bolsonaro e que continua ativa. A partir de suas revelações passou a ser perseguida e insultada, no mundo real e no mundo virtual.

Patrícia recebe o Troféu Audálio Dantas, criado por Laerte e uma iniciativa do Centro Acadêmico Lupe Cotrim (ECA/USP), Centro Acadêmico Benevides Paixão (PUC/SP), Centro Acadêmico Vladimir Herzog (Cásper Líbero) e do projeto “Repórter do Futuro/Oboré”, com o apoio da família Audálio Dantas.

Um trecho do Manifesto, divulgado em redes sociais, pela Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e Associação Brasileira de Imprensa (ABI), entre outras, destaca: “Homenagearemos a jornalista Patrícia Campos Mello, que simboliza a excelência e a coragem da atividade jornalística que queremos ver espalhada por todo o Brasil. Nele, poderemos também nos somar às homenagens aos profissionais da saúde, que, com coragem, têm o desafio de estar na linha de frente do combate à pandemia”.

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