Fundação Renova corta auxílio financeiro de milhares de famílias atingidas pela contaminação das águas do rio Doce

Ruínas em Paracatu de Baixo, distrito de Mariana, após dois anos da tragédia do rompimento da Barragem de Fundão da Samarco (2015). Foto: José Cruz/Agência Brasil

Ruínas em Paracatu de Baixo, distrito de Mariana, após dois anos da tragédia do rompimento da Barragem de Fundão da Samarco. Em novembro deste ano, completam-se cinco anos de impunidade. Foto: José Cruz/Agência Brasil

De maneira cruel, arbitrária e injusta a Fundação Renova, instituída pela Samarco e suas acionistas, Vale e BHP Billiton, empresas responsáveis pela tragédia criminosa de Mariana (MG), decidiu suspender o pagamento do auxílio financeiro emergencial que vinha sendo pago a milhares de famílias que perderam sua renda e seu sustento pela contaminação das águas do rio Doce.

A ilegal decisão da Renova, que atende aos interesses dessas empresas, revive a tragédia cinco anos depois para milhares de vítimas de um dos mais graves crimes ambientais da nossa história.

É inominável a injustiça que está sendo feita, em plena pandemia do coronavírus. Enquanto os poderosos donos da Vale e seus sócios contam seus bilhões, colocando o lucro acima da vida, é o nosso povo que sofre as consequências de uma tragédia interminável.

A Vale é também responsável pela tragédia criminosa de Brumadinho (MG), que provocou a morte de centenas de pessoas. O relatório final da CPI, que aprovamos na Câmara dos Deputados, pediu o indiciamento de 22 pessoas, e do ex-presidente da Vale, Fábio Schvartsman, por homicídio doloso e lesão corporal dolosa e por quatro crimes ambientais.

A Vale tem um enorme débito humano, social e ambiental, pelas mortes provocadas e pelo dano irreparável ao meio ambiente, que contaminou as bacias dos rios Doce e Paraopeba, comprometendo o sustento das populações ribeirinhas.

Participamos desta campanha com os companheiros do Movimento dos Atingidos por Barragens, o MAB, para denunciar publicamente mais esta tragédia de Mariana e reverter mais esta injustiça.

 

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