Patrus Ananias clama a defesa do Brasil e do povo brasileiro

A entrega do petróleo, da Petrobras, faz parte de uma operação mais ampla de desmonte que estamos assistindo no Brasil. Tudo que diz respeito aos pobres, às classes trabalhadoras, está sendo desconstituído. Tudo que nós construímos a partir do início do primeiro mandato do governo do presidente Lula está sendo negado.

Esses recursos pertencem ao povo brasileiro, mas é importante nós contextualizarmos a defesa da Petrobras num território mais amplo. Que é defender o Brasil e defender o povo brasileiro.

Matéria completa em: http://galeravermelha.com.br/patrus-ananias-clama-a-defesa-do-brasil-e-do-povo-brasileiro/

Patrus: O que nos cabe hoje é defender o Brasil e o povo brasileiro

No ato lançamento da campanha “O petróleo é do Brasil”, nesta quarta-feira, 9, pelas frentes parlamentares em defesa da Petrobras e da soberania nacional, Patrus contextualizou a defesa do petróleo no quadro mais amplo de violações dos direitos sociais:

“Eu pretendo dar um depoimento aqui vinculando a entrega do petróleo, da Petrobras, a uma operação mais ampla de desmonte que estamos assistindo no Brasil. De um lado estamos vendo o desmonte dos direitos sociais. Tudo o que diz respeito aos pobres, às classes trabalhadoras, está sendo desconstituído. Tudo que nós construímos a partir do início do primeiro mandato do grande governo do presidente Lula – o melhor da nossa história – está sendo negado.

Nós vimos isso inicialmente na PEC 241 na Câmara (55 no Senado) que se tornou a Emenda Constitucional 95 descaracterizando a Constituição Cidadã e congelando por 20 anos o Brasil. Vinte anos sem investimentos em educação, em saúde, cultura, saneamento básico, assistência social, segurança alimentar, pesquisa e por aí afora.

Depois tivemos a chamada reforma trabalhista. Eles diziam que a nossa CLT era velha, de 1943. Fizeram então um retorno ao século XIX, ao período anterior ao Direito do Trabalho – porque a reforma aprovada aqui não é reforma, mas o início do fim do Direito do Trabalho no Brasil, que tem sua referência fundamental no ordenamento jurídico e na Constituição.

Ao lado desse desmonte dos direitos sociais – e citei aqui só dois exemplos – vemos o desmonte da soberania do nosso país. A entrega esquartejada, parcelada, da Petrobras. A tentativa, contra a qual estamos lutando bravamente na Câmara, de privatização da Eletrobras e, junto com ela, de privatização das nossas águas – porque o setor elétrico brasileiro tem sua referência básica em hidrelétricas.

Estamos aqui reunidos para resistirmos à privatização da Petrobras – o petróleo e a Petrobras são do Brasil, pertencem ao povo brasileiro – mas é importante nós contextualizarmos a defesa da Petrobras nesse território mais amplo. O que nos cabe hoje é um tarefa heróica e histórica, mas generosa: está nas nossas mãos defender o Brasil e defender o povo brasileiro.”