Patrus: PARABÉNS BH PELOS 120!

Patrus Ananias, cidadão de Belo Horizonte há mais de 45 anos, dá seus parabéns à capital mineira e lista, com orgulho, vários dos grandes nomes da história brasileira que tiveram sua formação em BH.

E neste aniversário de 120 anos, Patrus também relembra como sua gestão foi um marco na capital: com a implantação do Orçamento Participativo, com a Lei Orgânica da Assisência Social, com políticas inovadoras na área da Segurança Alimentar e Nutricional, criando programas inovadores na educação, na saúde e na cultura: o Festival Internacional de Teatro (FID), o Festival da Arte Negra (FAN), o Festival Internacional de Poesia e os Centros de Cultura.

Uma gestão comprometida sempre com os mais pobres, com aqueles que sempre foram menos favorecidos. Que naquele tempo, e ainda hoje, acredita em uma BH, Capital da Paz. De todos os mineiros, de portas abertas para todo o Brasil e ajudando a criar os rumos de um Brasil melhor.

BH, 120 anos: Patrus Ananias investe na saúde!

O ex-prefeito de Belo Horizonte, Patrus Ananias, destinou mais de R$3 milhões para a saúde da cidade. Com os recursos será implantado o Laboratório Único de Análises Clínicas; recursos contemplam unidades de urgência e o centro de saúde mental noroeste.

Cerca de R$3,2 milhões em emendas parlamentares foram destinadas pelo deputado federal Patrus Ananias para a área da saúde da cidade de Belo Horizonte. O anúncio, feito hoje, quando BH completa 120 anos, representa um diferencial para os serviços prestados pela Prefeitura através do Sistema Único de Saúde (SUS), incorporando mais serviços ao sistema, ao mesmo tempo em que ajudará a melhorar o atendimento à população.

Como proposição destacada, o parlamentar, que foi prefeito da capital mineira em 1992, destinou R$1 milhão para a implantação do primeiro Laboratório Único de Análises Clínicas da cidade. O parlamentar também requisitou recursos da ordem de R$1,6 milhão para a manutenção de cada uma das oito Unidades de Pronto Atendimento (UPA), destinando a cada unidade de urgência R$200 mil.

Para a regional Noroeste, que não possui unidade de pronto atendimento, Patrus indicou recursos da ordem de R$250 mil, para serem utilizados na manutenção no Centro de Referência de Saúde Mental.

Outras instituições, entre hospitais, creches e cooperativas de reciclagem, também receberão recursos do deputado Patrus Ananias, com mais investimentos totais de R$3 milhões.

NOTA PÚBLICA: A DEMOCRACIA FOI ATACADA NA UFMG

A democracia brasileira foi atacada nesta manhã na UFMG. Acompanho com muita perplexidade e incredulidade o violento ataque perpetrado a democracia brasileira nesta manhã quando o aparato repressivo do Estado levou coercitivamente professores, pessoas sérias, éticas e honradas, comprometidas com a produção do conhecimento, da pesquisa e da extensão em Minas e no Brasil. A quê se destina esse tipo de prática senão para constranger, humilhar?

Entendemos que estamos vivendo no Brasil uma escalada do autoritarismo, do desrespeito aos direitos humanos e individuais. Há neste momento uma quebra dos valores e das bases do Estado Democrático de direito. Faço essa denúncia neste momento da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados em Brasília. Minha total solidariedade aos professores, alunos, técnicos administrativos desta grande Universidade Federal de Minas Gerais. Tenham em mim e em nosso mandato instrumentos de defesa e denúncia sempre. Forte e afetuoso abraço.

Patrus Ananias

Patrus no Encontro de Católicos com Responsabilidades Sociais

Amigas e amigos

A seguir, a íntegra do discurso que proferi no encontro ”Encuentro de Católicos con responsabilidades políticas al servicio de los pueblos Latinoamericanos” em Bogotá, dentro do tema “La ‘inclusión social’ em America Latina

24129842_1628788247185644_1838534833382652751_n

A amplitude do tema e os limites do tempo impedem-me de trabalhar a inclusão social no contexto mais largo, profundo e complexo da nossa América Latina.

Atenho-me, neste encontro, à realidade brasileira, cujas especificidades conheço melhor. Mas ouso afirmar que existem identidades e desafios compartilhados entre o Brasil e os países irmãos latino-americanos.

Partilhamos em nossas histórias uma enorme dívida social que tem raízes profundas na violência contra os índios, na escravidão dos negros, na fortíssima concentração da terra e das riquezas, na ausência de políticas públicas de inclusão e de desenvolvimento social, na subordinação aos interesses do grande capital e de nações econômica e militarmente mais poderosas.

Os meus estudos sobre a História do Brasil e a minha militância política e social levaram-me ao governo de Belo Horizonte – capital do estado de Minas Gerais e centro da terceira maior região metropolitana do Brasil, ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, no governo do presidente Lula da Silva, e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, no governo da presidente Dilma Rousseff.

Vou fixar-me no Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que implantamos em janeiro de 2004 e que liderei por mais de seis anos.

Mostramos neste trabalho, ao Brasil e ao mundo, que é possível implementar, com eficácia, políticas públicas que favoreçam os mais pobres.

Deixo claro que as políticas públicas e as obras que realizamos a favor da emancipação dos mais pobres não substituem as mudanças profundas e estruturantes apontadas pela Doutrina Social da Igreja e que encontram, a meu ver, elevada tradução na Encíclica Populorum Progressio de Paulo VI que comemora este ano os seus cinquenta anos:

“… a propriedade privada não constitui para ninguém um direito incondicional e absoluto (…) “o direito de propriedade nunca deve exercer-se em detrimento do bem comum, segundo a doutrina tradicional dos Padres da Igreja e dos grandes teólogos”. Surgindo algum conflito “entre os direitos privados e adquiridos e as exigências comunitárias”, é ao poder público que pertence “resolvê-los, com a participação ativa das pessoas e dos grupos sociais”. (…) O bem comum exige por vezes a expropriação, se certos domínios formam obstáculos à prosperidade coletiva, pelo fato de sua extensão, da sua exploração nula ou fraca, da miséria que daí resulta para as populações, do prejuízo considerável causado aos interesses do país”.

A Encíclica Populorum Progressio marca tão forte presença na tradição cristã que já inspirou duas encíclicas sociais posteriores que sobre ela se debruçam: “Sollicitudo Rei Socialis” de João Paulo II, publicada em 1987, e a “ Caritas in Veritate” do Papa Bento XVI, publicada em 2009.

O Papa Francisco mantém, aprofunda e atualiza o grande legado da tradição cristã católica com a encíclica “Laudato Si” – sobre o cuidado da casa comum.

“Hoje, crentes e não crentes estão de acordo que a terra é, essencialmente, uma herança comum, cujos frutos devem beneficiar a todos. Para os crentes, isto se torna uma questão de fidelidade ao Criador, porque Deus criou o mundo para todos. Por conseguinte, toda abordagem ecológica deve integrar uma perspectiva social que tenha em conta os direitos fundamentais dos mais desfavorecidos.

O princípio da subordinação da propriedade privada ao destino universal dos bens e, consequentemente, o direito universal ao seu uso é uma “regra de ouro” do comportamento social e o “primeiro princípio de toda a ordem ético-social”. A tradição cristã nunca reconheceu como absoluto ou intocável o direito à propriedade privada, e salientou a função social de qualquer forma de propriedade privada”.

Enquanto procuramos pôr em prática esses ensinamentos fundamentais para uma saudável convivência humana, considero necessário que as pessoas, as famílias e as comunidades tenham acesso aos direitos básicos (alimentação, por exemplo) para que assim possam se organizar e lutar por conquistas sociais mais alargadas.

Movidos por esses sentimentos e compromissos implantamos no Brasil as políticas públicas vinculadas ao Programa Fome Zero, destinado a erradicar a fome e assegurar a todas as pessoas o direito à alimentação saudável, à segurança alimentar e nutricional.

Este é um direito fundamental, condição primeira para o exercício dos direitos e deveres da cidadania, que encontra vigoroso amparo na tradição cristã a partir da oração que Jesus nos ensinou e da multiplicação dos pães e dos peixes – narrativa presente nos textos dos quatro evangelistas.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome teve como referência de suas ações o Programa Bolsa Família, que garantiu renda mensal a 13 milhões de famílias, cerca de 50 milhões de pessoas carentes integramos ao Bolsa Família, na perspectiva do Fome Zero, outras políticas públicas de assistência social e segurança alimentar, incluídas políticas de apoio ao desenvolvimento da agricultura familiar.

Conseguimos reduzir significativamente a pobreza no Brasil retiramos 30 milhões de pessoas da extrema pobreza; em 2014 a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura retirou o Brasil do Mapa da Fome.
Além de executarmos as ações articuladas em torno dos programas Fome Zero e Bolsa Família, combatemos a pobreza com programas de universalização do abastecimento de energia elétrica – Luz para Todos; de construção de moradias – Minha Casa, Minha Vida; de ampliação da assistência médica às famílias.

Somamos a isso importantes investimentos na Educação, abrindo as portas das universidades aos jovens pobres, no desenvolvimento territorial e no apoio a comunidades tradicionais, como as comunidades indígenas e quilombolas, formadas estas por remanescentes da escravidão.

Hoje vivemos no Brasil um deplorável retrocesso das conquistas sociais alcançadas nos últimos anos. As facções políticas que tomaram o poder há 18 meses estão impondo ao Brasil, sob a ideologia do neoliberalismo e dos interesses do grande capital, um projeto de desmonte de direitos sociais e da própria soberania nacional.

Sob as luzes do magistério social da Igreja e da esplêndida liderança do Papa Francisco, concluo reafirmando nosso compromisso com a justiça social, o bem comum e a dignidade, sem exclusões, de cada um e de todos os seres humanos. Afinal, somos depositários da mensagem d`Aquele que disse: “vim para que todos tenham vida e a tenham em plenitude”.

Em Bogotá, Patrus é convidado de encontro católico sobre política

Nesta quinta (30), o deputado Patrus Ananias viaja a Bogotá, na Colômbia, onde participa da delegação formada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para o Encontro de Católicos com Responsabilidades Políticas.

O evento, inédito, ocorre de 1 a 3 de dezembro e é organizado pela Pontifícia Comissão para a América Latina e pelo Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam).

O objetivo do encontro é promover um “intercâmbio de testemunhos e reflexões sobre a experiência dos leigos católicos que assumem responsabilidades políticas a serviço dos povos latino-americanos. Trata-se de colocar a Igreja em atitude de ouvir as situações e as necessidades que vivem os católicos com responsabilidades políticas”.

Para isso, foram convidados aproximadamente 70 católicos que exercem ou exerceram responsabilidades políticas em países caribenhos e sul-americanos. Eles se encontrarão em painéis e em conferências com 20 bispos e cardeais.

O encontro será aberto por uma reflexão sobre as “prioridades, desafios e tarefas da política na América Latina segundo o magistério do Papa Francisco e do episcopado latino-americano”.

Vale lembrar que o Encontro de Católicos com Responsabilidades Políticas acontecerá depois dos 10 anos da 5ª Assembleia do Celam, realizada em Aparecida e coordenada pelo então Cardeal Bergoglio (agora Papa Francisco). O documento final de Aparecida orienta uma Igreja pobre e para os pobres.

Em Montes Claros e Bocaiúva, diálogo e lutas pela saúde, educação e pela terra!

Em Montes Claros, a última sexta-feira foi de reuniões para analisar e defender pontos chaves da vida: saúde e educação. Pela manhã, o encontro foi com o provedor da Santa Casa de Montes Claros.

À tarde, reunião com professores e alunos da Unimontes, discutindo a importância do PIBID, programa que investe na formação do estudante que caminha para a licenciatura, promovendo a aproximação do aluno da dinâmica escolar em todos os seus aspectos. Porém, o programa corre risco de ser extinto.

Audiências na Câmara e no Senado discutirão a continuidade do PIBID. Professores e alunos pedem a prorrogação do programa. O deputado se comprometeu a lutar junto deles pela continuidade.

23561841_1613136878750781_8394057574498467034_n 23658656_1613136955417440_7785993556007673740_n 23622362_1613136888750780_5879141911442745102_n

 

No final da sexta-feira, Patrus esteve no seminário sobre a questão hídrica no Norte de Minas, desta vez na Unimontes. Depois, teve um grato encontro com seus apoiadores de Montes Claros.

No sábado, o dia começou com visita à Prefeita de Bocaiúva, Marisa, para discutir temas de interesse da população de Bocaiúva e região – como a efetiva implementação da Escola Técnica e a questão da água e das barragens que alimentam a cidade.

23561535_1613738378690631_6037296679407712633_n 23621615_1613738452023957_6686820664134058211_n

Na tarde sábado, o deputado Patrus se encontrou com as comunidades do Cedro/Oncinha/ Santa Engrácia em Bocaiuva, novamente junto de Leninha do Centro de Agricultura Alternativa.

Na reunião, discutiram soluções para a atual realidade do norte, refletindo sobre a crise hídrica, agricultura familiar e o desenvolvimento integrado do Norte.

23658338_1613967938667675_9012672218931937081_n 23621278_1613969342000868_5949093992571731701_n

E o fim de semana ainda teve encontro com lideranças no Sindicato de Trabalhadores Rurais de Bocaiúva do Sul.

Ânimo para pensar, ânimo para lutarmos juntos!

23658684_1614901118574357_7833656882338686280_n 23658402_1614901181907684_7349711744185413821_n

Na Feira Agroecológica de Montes Claros

Na noite de ontem, tive o prazer de visitar a farta e animada Feira Agroecológica de Montes Claros, onde estive junto de Leninha, coordenadora do Centro de Agricultura Alternativa.23559935_1612676815463454_2541930756032401777_n 23559726_1612676535463482_2818465936814958435_n 23722364_1612676688796800_5406144790806190909_n 23621176_1612676598796809_1141644278465555936_n

Estão vendendo nossa água

Na UFMG de Montes Claros, o deputado Patrus Ananias faz um alerta: “O processo de entrega dos recursos hídricos do Brasil ao capital estrangeiro já está em negociação.

Patrus participa do seminário com o tema “A Crise Hídrica no Norte de Minas” num momento em que a situação da falta de água na região é assustadora, exigindo adesão da população a medidas de contenção. No período de estiagem o esforço é ainda maior, e o fornecimento é restrito e escalonado.

23621692_1612140158850453_1654541158736881512_n 23659164_1612140252183777_1819203308036757251_n

Deputado Patrus no projeto “Pensando o Brasil” da FUMEC

Deputado Patrus no projeto “Pensando o Brasil”, da Fumec: ” Esse é o ponto que sempre me aparece na consciência. Como podemos fazer juntos do Brasil a pátria que nós queremos, sonhamos e merecemos?

Todos somos políticos, no bom sentido da palavra. Todos somos políticos porque vivemos em sociedade, precisamos aprender a fazer juntos a vida e o bem comum.

23213275_1602693286461807_942687965879428657_o

O que nós temos de bom é conquista do nosso povo, muitas conquistas do nosso povo pobre, mesmo com todas as adversidades na nossa história. A violência contra os indígenas, a escravidão, o preconceito, são cicatrizes na nossa formação. Não podemos esquecer, nem negar.”

23231565_1602693229795146_7130173730079865896_n

ARTIGO: Resistência e Construção

por Patrus Ananias

O governo golpista está impondo ao Brasil a agenda do desmonte: desmonte dos direitos e das conquistas sociais, desmonte da soberania nacional.

Nesse contexto, os golpistas destruíram o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Estão arrasando, como reafirma a proposta orçamentária de 2018, com as principais políticas e os principais programas de apoio à agricultura familiar na perspectiva da agroecologia, da agroindústria e do cooperativismo.

Acabaram com a reforma agrária. Criminalizam os movimentos sociais e estimulam a violência no campo. Ameaçam tomar as terras de indígenas e quilombolas. Regularizaram a grilagem de terras. Editaram e, provisoriamente barrados pela Justiça, mantém uma portaria que, a pretexto de aprimorar o Estado, favorece o restabelecimento da escravidão. E se preparam para, a qualquer momento, aprovar no Congresso a venda de terras para estrangeiros sem qualquer limite.

Diante disso, o nosso primeiro compromisso na Secretaria Setorial Nacional Agrária do Partido dos Trabalhadores é resistirmos, do modo mais intenso e criativo possível, às nefastas operações do governo golpista visivelmente submisso aos interesses dos grandes grupos econômicos transnacionais, do capital financeiro e de seus históricos serviçais no Brasil.

Cabe também ao coletivo agrário do PT, para o qual fomos eleitos com 20 companheiras e companheiros em 22 de outubro, despertar novamente na sociedade a discussão sobre a reforma agrária e sobre a importância social e ambiental da agricultura familiar para o desenvolvimento regional.

O debate sobre a reforma agrária está vinculado à efetiva aplicação dos princípios e diretrizes constitucionais que determinam a função social da propriedade e das riquezas. À função social acrescem as responsabilidades ambientais e o compromisso com o bem comum. A reforma agrária guarda, assim, vínculos profundos com as reformas urbana e tributária.

Nesta perspectiva a Secretaria Agrária, preservando a sua identidade, buscará ações integradas com outras secretarias – como as do Meio Ambiente e Desenvolvimento, de Mulheres, da Juventude, da Educação, do Combate ao Racismo -, com as instâncias partidárias e com a Fundação Perseu Abramo.

Como fizemos no Ministério do Desenvolvimento Agrário em encontros que chamamos de Diálogos da Terra, buscaremos conversar e formar parcerias com as entidades e movimentos sociais do campo e, em sintonia com eles, alargar as nossas reflexões com os movimentos sociais das cidades.

Nossa agenda na Secretaria Agrária, portanto, é de resistência aos golpistas e à sanha devastadora de direitos, sobretudo, das brasileiras e dos brasileiros pobres. É também uma agenda de construção de mais direitos e de novas conquistas. E é pra já.

O avanço das lutas sociais no Brasil passa, a nosso ver, pelo desenvolvimento regional ou territorial e pela ampliação dos espaços da democracia participativa para que as pessoas – especialmente as pessoas pobres e as classes trabalhadoras -, a classe média assalariada, os empreendedores locais ou regionais, possam exercer os seus direitos e deveres da nacionalidade.

(original em http://www.pt.org.br/patrus-ananias-resistencia-e-construcao/)