Semana Roseana em Cordisburgo: Patrus é homenageado e realiza palestra

No último sábado, 15 de julho, o deputado Patrus participou do encerramento da XXIX Semana Roseana na cidade de Cordisburgo.

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Em sessão solene da Câmara Municipal da cidade, o deputado foi homenageado e realizou a palestra “50 Anos Sem Rosa”.

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Homenagem ao Professor Edgar de Godoi da Mata-Machado

No último dia 14, a Academia Mineira de Letras realizou uma sessão solene comemorativa do centenário de nascimento do acadêmico Edgar de Godoi da Mata-Machado.

Na ocasião, eu falei em nome da academia e o filho do homenageado, Bernardo Novaes da Mata-Machado, pela família. Compartilho com vocês o meu discurso.

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Nede, mais um adeus

Os nossos caminhos se encontraram, com certeza, nas poucas e aconchegadas ruas da Bocaiúva das nossas infâncias. Mas não guardo dele uma lembrança mais viva desses tempos. Eu era um pouco mais velho e não fomos colegas no grupo ou no ginásio.

O nosso encontro definitivo deu-se no curso médio, científico, quando formamos uma turma inesquecível, a primeira diplomada pela Escola Estadual Professor Gastão Vale.

Nede Caldeira Figueiredo foi o grande amigo dessa boa quadra da minha mocidade bocaiuvense. Formávamos uma dupla constante, que, com freqüência, se tornava um trio, quando a nós se integrava o admirável Eustáquio de Azevedo Coutinho, o Taquinho, ou Eustaquinho como Nede, afetuosamente, costumava chamar-lhe. Estudávamos juntos e ouvíamos música juntos – o gosto de Nede nunca mudou; permaneceu fiel aos velhos e bons boleros, samba-canções – tomamos juntos as primeiras pingas e cervejas, juntos desafinamos nas serenatas que fazíamos para as nossas colegas e outras bonitas moças bocaiuvenses, que essas, gerações sucessivas, sempre adornaram o cenário da nossa boa e generosa terra.

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Oscar Niemeyer

Patrus Ananias

Todas as vezes que passo em frente ao chamado Centro Administrativo sinto sentimentos fortes e conflitantes. De um lado, a indignação cidadã e cívica de ver uma obra faraônica, cara e desnecessária. Pergunto-me sempre: que benefícios essa obra trouxe ao povo de Minas Gerais? Melhorou a administração pública? Tornou o poder – que é também e, sobretudo, serviço público! – mais próximo das pessoas, das famílias, das comunidades, dos movimentos sociais? Criou condições necessárias para que os servidores públicos possam trabalhar em melhores condições e assim servirem melhor à população?

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Os adeuses de Sérgio Miranda

Não me lembro o dia, o mês e o ano em que Sérgio Miranda e eu nos encontramos pela primeira vez. Sei que os nossos caminhos se encontraram nos dias difíceis e anunciadores em que confrontamos e derrotamos a ditadura, quando vinculamos as lutas democráticas ao mais generoso projeto de justiça social.

Encontramo-nos de forma mais visível e permanente quando nos elegemos vereadores em 1988. Foi uma legislatura que marcou época. Fizemos a Lei Orgânica de Belo Horizonte. Aprovamos importantes projetos de lei fundados em valores éticos e voltados para o bem da cidade.

Sérgio Miranda tornou-se uma liderança natural e um atento interlocutor de seus colegas na busca de encaminhamentos para os graves problemas da população belorizontina, especialmente os mais pobres.

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Célio de Castro: oitenta anos…

O texto abaixo é o meu depoimento, que integra a coletânea do livro Trajetórias, em homenagem aos 80 anos do nosso companheiro Célio de Castro. O livro foi lançado ontem, em bela cerimônia em homenagem à memória do grande amigo.

Capa do livro “Doutor Célio de Castro – Trajetória”

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Tancredo: histórias de conciliação

Este artigo estava escrito há duas semanas, planejado para ser publicado na coluna do jornal Hoje em Dia do último domingo, 8 de julho. Mas a partir do registro da candidatura, em respeito à legislação eleitoral, deixamos de publicar na coluna e vamos publicar exclusivamente no blog, que continua como um espaço de reflexão. Aqui, continuaremos a publicar artigos, reflexões, indicações de leitura. Estaremos em sintonia com a campanha, mas não será somente campanha.
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Os óculos de Célio

Hoje celebramos os 80 anos do grande companheiro Célio de Castro, sempre presente. Em 2009, por ocasião das celebrações do primeiro aniversário de sua morte, escrevi o texto abaixo. Na época, recebi, de presente da família, os óculos do amigo Célio, que tantas recordações nos trazem: o próprio amigo, o trabalho na prefeitura, o carinho pelas crianças, suas predileções literárias.
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Odete além dos 80

Publicado originalmente na revista Encontro, edição de maio/2012

Patrus Ananias

Depois de longos anos reencontrei Odete Lara. Inicialmente levei um susto. Eu a conheci no cinema, esplêndida,como mulher e como atriz,nos anos 60 e 70 do século passado, em filmes como Bonitinha, mas ordinária, Boca de Ouro, Copacabana me engana, O Dragão da maldade contra o santo guerreiro. Foi uma das musas do chamado Cinema Novo. O cineasta Antônio Carlos da Fontoura, que a dirigiu em dois filmes, considera-a “uma das mais cinematográficas atrizes do cinema brasileiro, com completa noção do espaço cinematográfico, do posicionamento dos refletores e do enquadramento da câmera. Uma atriz nata, conscientemente linda, sempre no ângulo favorável para nós, enquanto admiradores, e para ela, enquanto admirada”. Continuar lendo

Zé Maria faz 60 anos

Publicado originalmente no jornal Hoje em Dia, em 12/02/2012

Patrus Ananias

Belo Horizonte é território de encontro de gerações. Da esplêndida geração modernista que marcou forte presença na literatura e na política brasileiras, passando pela geração dos anos 40 do século passado, até as mais recentes, são muitos nomes que agitaram as ruas e o cenário cultural da capital mineira e fizeram história. Nesse contexto, falo da geração nascida na primeira metade dos anos 50, da qual tenho o privilégio de participar, e que formou seguramente uma turma da melhor qualidade que continua a deixar sua marca nos mais diferentes campos do pensar e do fazer humanos.
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