Patrus participa da Semana Rosiana 2018, em Cordisburgo

Leitor de Guimarães Rosa desde a adolescência — e atualmente na 5ª leitura de “Grande Sertão: Veredas” —, Patrus voltou hoje a Cordisburgo, terra do escritor, para participar da 30ª Semana Rosiana.

O evento reúne anualmente estudiosos e admiradores de Guimarães Rosa em saraus, oficinas, leituras, caminhadas e palestras. A edição deste ano tem como tema o livro “No Urubuquaquá, no Pinhém”.

Escritor e diplomata, João Guimarães Rosa nasceu em 27 de junho de 1908. Morreu em 19 de novembro de 1967, 3 dias depois de tomar posse na Academia Brasileira de Letras. Além de “Grande Sertão: Veredas”, escreveu “Sagarana”, “Corpo de Baile”, “Manuelzão e Miguilim” e “Tutaméia”.

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Patrus em mesa com o professor Bernardo da Mata Machado.

Semana Roseana em Cordisburgo: Patrus é homenageado e realiza palestra

No último sábado, 15 de julho, o deputado Patrus participou do encerramento da XXIX Semana Roseana na cidade de Cordisburgo.

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Em sessão solene da Câmara Municipal da cidade, o deputado foi homenageado e realizou a palestra “50 Anos Sem Rosa”.

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Dona Maroquinhas, primeira mestra

Recebi com atraso a notícia do falecimento de Dona Maroquinhas – Maria do Carmo de Assis Pires. Foi minha professora no primeiro ano primário, em 1959, no Grupo Escolar Coronel Fulgêncio, de Bocaiúva (MG). Continuar lendo

Palestra Poderes, chefias e pobreza em Grande Sertão: Veredas

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Ontem, tive o prazer de palestrar na homenagem ao grande escritor mineiro Guimarães Rosa para a exposição Um olhar para Sertão no Conselho Regional de Engenharia (CREA-Minas), onde abordei a temática “Poderes, chefias e pobrezas em Grande Sertão: Veredas”. Esta magnífica obra de Guimarães está profundamente mergulhada na questão política, além de toda a sua cálida brisa poética-sertaneja em retratar o norte de Minas Gerais. Fiz uma reflexão, após a quinta leitura de uma das maiores obras da literatura brasileira, sobre a questão do poder e como ela altera a cabeça das pessoas, assim como ocorreu em diversos personagens, como Zé Bebelo e o famigerado Riobaldo.

O romance roseano não é uma obra política no sentido menor da palavra: datada, ideológica, doutrinária. A dimensão política se insere no contexto mais alargado da criatividade linguística e da expansão da linguagem brasileira universal.

Ao tratar a política na obra, digo política com P maiúsculo do bem comum, ela não dá conta ela busca a experiência religiosa, a arte, entre outros. A política é uma dimensão da obra de Guimarães Rosa, que tem diversas leituras e abordagens em um só livro. O Brasil que emerge como pano de fundo na grande viagem roseana é o que nós bem conhecemos pela nossa história e formação. É um relato de um Estado distante, quando não totalmente ausente. É a sofrida busca de uma modernização tardia que se expressa na referência a Coluna Prestes e nos sonhos e palavreados meio desembestados de Zé Bebelo. O Sertão exposto por Rosa é um Sertão que vence o mais forte com as astúcias. O Sertão de tantos personagens como Medeiro Vaz, Joca Ramiro, Hermógenes, o Sertão de jagunços, o Sertão de pobres abandonados pelas terras a fora, o Sertão sem lei.

Discorri sobre as inúmeras aparições do poder, da política e das críticas sociais: a penúria, as mazelas e a vida árida no norte de Minas. Mas, principalmente, o amor por Diadorim. O Grande Sertão: Veredas e a própria obra de Guimarães Rosa nos ajuda a compreendermos o Brasil. Nós temos um enigma nas mãos. Como um país com este tamanho, com tantas possibilidades e potencialidades, como é que este país não se acertou, especialmente na questão da justiça, da liberdade, da República. O grande prazer de ler, reler e tresler Guimarães Rosa é como o seu Sertão: “O sertão é do tamanho do mundo. Sertão é dentro da gente”.

Natal

Entre as coisas boas que me ocorreram em 2013 está a releitura das poesias de Carlos Drummond de Andrade. Encantou-me sobretudo a poesia memorialística de Boitempo. Mas foi em Farewell, já quase finda a leitura de Poesia Completa, que encontro a mensagem natalina que compartilho com as amigas e amigos, desejando-lhes um Natal de muita paz.

Natal

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Homenagem ao Professor Edgar de Godoi da Mata-Machado

No último dia 14, a Academia Mineira de Letras realizou uma sessão solene comemorativa do centenário de nascimento do acadêmico Edgar de Godoi da Mata-Machado.

Na ocasião, eu falei em nome da academia e o filho do homenageado, Bernardo Novaes da Mata-Machado, pela família. Compartilho com vocês o meu discurso.

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Receita de Ano Novo

Recebi muitas e boas mensagens natalinas e bons anúncios para 2013. Mensagens pessoais, familiares e coletivas. Quero agradecer e retribuir os bons votos, desejando às amigas e amigos Vida e Paz. O poema Receita de Ano Novo de Carlos Drummond de Andrade expressa os nossos melhores desejos e sentimentos.

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Nede, mais um adeus

Os nossos caminhos se encontraram, com certeza, nas poucas e aconchegadas ruas da Bocaiúva das nossas infâncias. Mas não guardo dele uma lembrança mais viva desses tempos. Eu era um pouco mais velho e não fomos colegas no grupo ou no ginásio.

O nosso encontro definitivo deu-se no curso médio, científico, quando formamos uma turma inesquecível, a primeira diplomada pela Escola Estadual Professor Gastão Vale.

Nede Caldeira Figueiredo foi o grande amigo dessa boa quadra da minha mocidade bocaiuvense. Formávamos uma dupla constante, que, com freqüência, se tornava um trio, quando a nós se integrava o admirável Eustáquio de Azevedo Coutinho, o Taquinho, ou Eustaquinho como Nede, afetuosamente, costumava chamar-lhe. Estudávamos juntos e ouvíamos música juntos – o gosto de Nede nunca mudou; permaneceu fiel aos velhos e bons boleros, samba-canções – tomamos juntos as primeiras pingas e cervejas, juntos desafinamos nas serenatas que fazíamos para as nossas colegas e outras bonitas moças bocaiuvenses, que essas, gerações sucessivas, sempre adornaram o cenário da nossa boa e generosa terra.

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Oscar Niemeyer

Patrus Ananias

Todas as vezes que passo em frente ao chamado Centro Administrativo sinto sentimentos fortes e conflitantes. De um lado, a indignação cidadã e cívica de ver uma obra faraônica, cara e desnecessária. Pergunto-me sempre: que benefícios essa obra trouxe ao povo de Minas Gerais? Melhorou a administração pública? Tornou o poder – que é também e, sobretudo, serviço público! – mais próximo das pessoas, das famílias, das comunidades, dos movimentos sociais? Criou condições necessárias para que os servidores públicos possam trabalhar em melhores condições e assim servirem melhor à população?

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Os adeuses de Sérgio Miranda

Não me lembro o dia, o mês e o ano em que Sérgio Miranda e eu nos encontramos pela primeira vez. Sei que os nossos caminhos se encontraram nos dias difíceis e anunciadores em que confrontamos e derrotamos a ditadura, quando vinculamos as lutas democráticas ao mais generoso projeto de justiça social.

Encontramo-nos de forma mais visível e permanente quando nos elegemos vereadores em 1988. Foi uma legislatura que marcou época. Fizemos a Lei Orgânica de Belo Horizonte. Aprovamos importantes projetos de lei fundados em valores éticos e voltados para o bem da cidade.

Sérgio Miranda tornou-se uma liderança natural e um atento interlocutor de seus colegas na busca de encaminhamentos para os graves problemas da população belorizontina, especialmente os mais pobres.

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