Deputados da oposição obstruem votações contra o corte do orçamento da Educação

Deputados da oposição OBSTRUÍRAM todas as votações da sessão ordinária de ontem da Câmara em protesto ao corte de 30% do orçamento das universidades e dos institutos federais, anunciado pelo Ministério da Educação.

A intenção da oposição é obstruir todas as votações em plenário até que o governo Bolsonaro recue no corte orçamentário imposto às universidades e aos institutos federais.

O deputado Patrus Ananias participou da reunião da Frente Parlamentar Pela Valorização das Universidades Federais que decidiu pelo enfrentamento ao governo Bolsonaro, a começar pela obstrução das votações na Câmara.

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A Frente decidiu ainda estudar medidas legais que revertam os cortes orçamentários; articular com as demais frentes do ensino superior público ações que repercutam na mobilização em defesa da educação superior pública; requerer urgência para a votação do PLP 08/2019, que determina que os recursos do Orçamento da União para as universidades públicas federais e os institutos federais não sejam objeto de limitação de empenho e movimentação financeira, entre outras medidas.

Bons debates e definição de prioridades na Plenária do Mandato Patrus

Mais de 170 pessoas, entre militantes históricos do PT e juventude, deputados, vereadores, prefeito e ex-prefeitos, dirigentes do partido, trabalhadores e trabalhadoras da Educação, Saúde, Assistência Social, lideranças comunitárias, integrantes de movimentos sociais e religiosos participaram da plenária do mandato do deputado federal Patrus Ananias, no último sábado (04.05).

O encontro, realizado na Escola Sindical 7 de Outubro, no Barreiro, em Belo Horizonte, contou com uma análise de conjuntura feita pelo ex-ministro Gilberto de Carvalho, que apresentou fatores que contribuíram para o atual cenário de desconstrução de políticas públicas e o ataque à Constituição de 1988. “Fomos vítimas de um golpe, que se deu por causa das nossas virtudes, com a colaboração dos nossos erros. Temos que olhar para trás, mas não reeditar o passado. O Brasil mudou muito, a classe trabalhadora e as empresas mudaram profundamente, a cultura mudou, os serviços cresceram muito, a consciência de classe é muito diversa na sua formação, no seu diálogo, na sua interação. Mudou a própria organização da sociedade”.

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O dia inteiro de trabalho possibilitou um exercício de escuta e algumas posições e temas foram recorrentes. A campanha perversa e maciça dos meios de comunicação criou um clima de desconfiança em relação aos representantes políticos. Por outro lado, o distanciamento do trabalho de base e a ausência de formação de novos quadros políticos do Partido dos Trabalhadores prejudicaram o diálogo com a população.

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Essas constatações encontraram eco nos diversas intervenções e depoimentos feitos durante o debate. E o caminho, a rota de saída, foi traçada: “ Nós podemos usar a mesma metodologia. Com generosidade, ousadia e criatividade devemos rever o método, muito simples – estar junto do povo, estar na luta social e retomar o processo de construção e formação de quadros, e investir na comunicação”, afirmou Gilberto de Carvalho.

Neste processo, o ex-ministro destacou a importância da juventude. “Os mais jovens podem nos ensinar muito. Vamos vencer essa desconfiança conversando com o povo. A direção do PT está empenhada, está com esta visão. Temos que retomar o método que nos fez crescer, que nos fez construir, e o projeto de formação nacional tem necessidade absoluta”.

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Para o deputado Patrus Ananias a plenária confirmou e esclareceu vários pontos. “ A nossa luta será de resistência, em defesa da democracia. Temos o desafio, para o mandato e para todos nós, de ampliar o Comitês Lula Livre e temos que pensar em projetos e iniciativas que garantam o Estado Democrático de Direito; temos que resistir ao desmonte dos direitos sociais – educação, saúde, moradia, segurança pública. O combate à fome, à miséria e à exclusão social é inquestionável, mas quero construir com vocês e assegurar aos brasileiros e brasileiras o direito à Educação. O projeto nacional, a independência de uma nação, a afirmação da soberania nacional passa pela política pública de Educação. Defendo a visão integrada e integral das políticas públicas, elas se complementam, temos que trabalhar nessa perspectiva. E vamos retomar, na Câmara Federal, a Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional, o que também é entendimento do Lula”, concluiu o deputado.

Patrus Ananias enfatizou ainda outro compromisso do mandato. Retornar aos lugares onde recebeu apoio, para quebrar o paradigma de que político só aparece para pedir voto e, ainda,  para realizar um trabalho pedagógico e um exercício de escuta.

A plenária contou com a participação de representantes de diversas  regiões do estado (Norte de Minas, Vale do Mucuri, Vale do Jequitinhonha, Vale do Rio Doce Zona da Mata, Vertentes, Sul de Minas, Triângulo, Centro-Oeste, Central e RMBH) deputados e deputadas estaduais da bancada do PT André Quintão, Marília Campos, Marquinho Lemos e representação do mandato da deputada Leninha; o prefeito de Itamarandiba, Luiz Fernando, a ex-prefeita de Betim, Maria do Carmo Lara; os vereadores Pedro Patrus (BH), Wanderson Castelar (JF), Ronney Sávio (Morro do Pilar); e lideranças regionais do PT, Dezinho do PT (Rio Doce), Auro Maia (Sul), Symâ Rodrigues e Felippe Hungria (Palma).

Entidades sindicais, movimentos sociais, universidades, grupos religiosos e núcleos de juventude também marcaram presença: Neuza Freitas (SindSaúde), Fábio Maia (Sindibel), Maria Mônica, Efigênia e Marcinha (SindUte), Cícero Barbosa (CUT-Minas), Samuel Rodrigues (POPRua), Irmã Cristina Bove (Pastoral de Rua), Nely Medeiros, Silvana, Marli Miguel e Elis Regina (Coopersoli), Roseane Linhares (Itaka), Pastor Barros (Associação Comunitária Vila Cemig), Padre Delmar (FAJE – jesuítas), Professor Leonardo Avritzer (Democracia Participativa – UFMG), Luiza Dulci, Artur Queiroz e Phillipe Silva, (Juventude da Articulação-JPT); Carlos Eduardo e Sacramento (Executiva do PT-MG), Alexandre Freitas (vice –presidente do PT-BH), Werloany Benfica, o Coruja (PT-Betim); Fabiana Santos (PPCAM), José Ribeiro (CRESS) Darklane Rodrigues (subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional de BH), Carla Anunciato (presidente do Conselho Municipal de Saúde de BH),  e os professores da PUC-MG, Lucas Gontijo e Ércio Sena, entre outros.

O DIREITO À VIDA, O DIREITO À ÁGUA*

por Patrus Ananias

Recebemos a natureza de graça. Para quem tem fé, de Deus; para quem não tem fé, da vida, de uma origem misteriosa. Mas nós recebemos de graça. O ar que nós recebemos e respiramos é vital, cinco minutos sem ele, morremos. Recebemos de graça a terra pela qual nos alimentamos e edificamos nossa casa e cidades.

Vinculada à terra, está a água. Não satisfeitos, ao invés de aproveitarmos e usarmos bem, nós envenenamos o ar que respiramos, a terra e consequentemente a água. A questão do aquecimento global e da diminuição das águas são aspectos preocupantes. Como podemos mobilizar corações e mentes, como podemos sensibilizar as pessoas para causas relacionadas com a vida a partir desse tema vital que é a água e que se acumula naturalmente com o ar, com a natureza e com a terra?

Função social da terra e da água
A água tem uma função social; teoricamente a água é um bem público. A terra é a guardiã das águas, e vinculada à terra, estão os recursos que possibilitam e mantém as águas: a biodiversidade, os ecossistemas. A terra no Brasil é vista como um bem privado sem limites, aliás o direito de propriedade no Brasil é do século XIX. É o direito de ter, usar e abusar.

Para preservar as águas, esse bem sagrado, essencial a vida de cada família, de cada comunidade, de cada região, nós temos que preservar a terra. Por esta razão, o direito à propriedade não pode ser absoluto. O direito à propriedade tem que estar adequado às exigências do bem comum, do interesse coletivo e do projeto nacional. O direito à propriedade tem limites. Precisamos fazer o uso mais racional e amoroso da terra, da água, dos bens da natureza.

A superação do individualismo também é importante. Os meios de comunicação, centrados no indivíduo, estimulam o consumismo, ao cada um por si e o diabo contra todos. Pois bem sabemos que Deus só opera onde há solidariedade e trabalho coletivo. Uma coisa são os direitos e garantias individuais, o respeito ao mistério e a individualidade de cada ser humano, agora, outra coisa é o individualismo. Nenhum ser humano existe sozinho. Nós somos essencialmente seres comunitários, sociais. Por dependermos uns dos outros, temos que recuperar a dimensão comunitária, societária da vida e começar a discutir a questão vital da água, em relação a esse direito abusivo da propriedade.

A Casa Comum
Os direitos individuais têm que se adequar aos direitos sociais, aos direitos coletivos. O que é o bem comunitário? O Papa Francisco colocou isso muito bem na Encíclica Laudato Sien – Sobre o Cuidado com a Casa Comum. Seja aqui em Belisário, seja no município de Muriaé, seja na Zona da Mata, seja em Minas Gerais, seja no Brasil, seja na América Latina, seja no planeta, nós vivemos em comunidade, nós vivemos em uma casa comum, o ar que respiramos é o mesmo e as fontes da vida são as mesmas. E associada a essa dimensão comunitária da vida se encontra o nosso compromisso com as gerações presentes e com as gerações futuras.

Temos o legado secular da concentração da terra urbana e rural e a terra para fins especulativos. No século XXI com os desafios sociais ambientais que nós estamos vivendo, não se admite mais propriedade especulativa, uma propriedade que não cumpra uma função social, que não contribua para o bem comum.

Como enfrentar a poluição e a redução das águas? É uma coisa assustadora: qualquer rio que passe em qualquer cidade fica poluído. É o caminho natural dos esgotos. A minha região é seca e por isso sou apaixonado com chuva. Em Bocaiúva se chover 20 dias o povo diz: “Ô tempo bom! ”. O que assusta na minha região é a diminuição dos rios, os rios que eram perenes na minha infância não existem mais por vários fatores: poluição, desmatamento, fim das matas ciliares e a ação nefasta das mineradoras. A economia de Minas está muito ligada à mineração e o que aconteceu em Mariana, Brumadinho e pode acontecer em outras cidades, é inaceitável. As mineradoras cometem essas tragédias criminosas, comprometem bacias hidrográficas e ainda há setores da sociedade que avaliam que a Vale tem que voltar a funcionar, pois gera emprego.

Como enfrentar de forma eficaz a questão nefasta das mineradoras? Como enfrentar setores do agronegócio? Tudo isso é herança nefasta do latifúndio, do coronelismo, da exploração das terras e das mineradoras. É razoável você fazer irrigação de pastos, milhares e milhares de hectares, dia e noite por meio de poços artesianos? Assim como as nossas nascentes, os nossos poços têm limites. Os recursos hídricos subterrâneos também têm limites. O Brasil precisa produzir alimentos? Precisa. Mas alimentos saudáveis e, sobretudo, os que promovam a vida e não a morte.

Ainda temos o desafio do saneamento básico. Desde menino eu escuto que os governantes não gostam de fazer saneamento básico por que não aparece. Segundo dados da ONU, 35 milhões de brasileiros não têm acesso a água potável; 100 milhões, quase a metade da população do Brasil, não têm acesso ao saneamento básico, ou seja, nós praticamente não temos acesso ao tratamento de esgoto. Um país como o Brasil ainda não tem investimento consolidado no tratamento de esgoto.

Precisamos ter uma relação melhor com as águas da chuva. No governo Lula, tivemos algumas experiências interessantes e uma delas se consolidou: a experiência com as cisternas. Foram construídas um milhão e duzentas mil cisternas. Uma tecnologia simples, feita por um nordestino, se resume a um equipamento que se coloca nas casas para aproveitar a água das chuvas, muito útil principalmente nos períodos da seca. Eu visitei no sertão da Bahia, quando era ministro d Desenvolvimento Social e Combate à Fome, uma residência onde existia uma cisterna. Perguntei sobre os benefícios para a dona da casa e ela disse: “o benefício maior é ficar mais perto dos meus filhos”. Ela gastava três ou quatro horas, por dia, carregando água na cabeça.

Ocasionalmente a chuva provoca estragos. Mas de fato, tudo está interligado como se fôssemos um. Tudo está interligado numa casa comum. É uma questão urbana, do jeito que as nossas cidades estão, qualquer chuva é um problema. Com a especulação imobiliária, tudo é asfalto e cimento. As áreas verdes cada vez mais reduzidas, se não, inexistentes. Então vira tragédia. Por isso eu digo sempre, temos que pensar a questão rural e urbana de uma forma mais integrada. Na área rural, principalmente nas regiões mais áridas, precisamos estabelecer uma relação bem mais saudável, de aproveitamento. Que foi o que começamos a fazer e podemos continuar desenvolvendo.

Considero fundamental cada um fazer sua parte: reduzir o lixo, participar da coleta seletiva, dar um uso mais cuidadoso e carinhoso para a água, porém não podemos perder de vista que o drama maior está com o grande capital, com as mineradoras, com o agronegócio com as grandes indústrias e corporações que não têm limites.

Uma grande tarefa nossa, como cristãos, como pessoas de bem, comprometidas com a vida, que queremos uma sociedade mais anunciadora, mais acolhedora, é fortalecer a dimensão comunitária. Vamos estimular as pessoas a abrirem os olhos e o coração, a pensar mais no coletivo. A sociedade brasileira precisa consolidar um conceito ampliado de comunidade com as pessoas de boa vontade, com as pessoas que querem construir uma sociedade justa, fraterna, solidária, que preserve os recursos naturais, que preserve a água para gerações futuras.

*Palestra proferida no I Fórum das Águas de Belisário – Muriaé/MG – 23/03/2019

Acampamento Terra Livre

Participando, esta manhã, do Acampamento Terra Livre e reafirmando o nosso compromisso com a defesa e o respeito aos povos indígenas. Entre tantas pautas, damos destaque para a questão do Consea, cujo enfraquecimento é mais um dos retrocessos promovidos pelo novo governo.

Ouvimos da própria comunidade indígena sobre a importância dos conselhos na interlocução não apenas como os povos tradicionais, mas também com moradores de rua e outros grupos marginalizados. O fim do Consea, como nos lebra o índio Dorato Tapera, deixa desprotegidos no direito à alimentação aqueles que mais precisam de apoio.

Também presente, o companheiro Fernando Haddad ressaltou a importância de dois aspectos que fazem muita falta ao novo governo: o respeito e o diálogo. Por isso é tão importante abraçarmos esta causa.

Quem cuida da saúde tem que ter saúde

A melhoria no atendimento na saúde pública passa pela valorização de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem que lutam pela implantação da jornada de 30 horas, sem redução no salário, medida prevista no PL 2295/2000. Recomendada pela Organização Mundial de Saúde, as 30 horas não são aceitas, especialmente pelo setor privado, em função de um entendimento míope, calcado no interesse do ganho imediato, a qualquer custo.

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A jornada de trabalho exaustiva, o adoecimento de profissionais, e o mais alarmante, o aumento do índice de suicídios na categoria foram relatados em encontro com trabalhadores e trabalhadoras da saúde, ocorrido na sexta-feira na Escola Sindical (BH). Em parceria com parlamentares de bancada, pedimos a realização de uma Audiência Pública para esclarecer o tema e assegurar melhores condições de trabalho para essas categorias com funções que exigem plenas condições físicas, mentais e emocionais para assistir os doentes e famílias.

Com iniciativa de Patrus, parlamentares do PT debatem conjuntura mineira

A minha iniciativa, conversar sobre a conjuntura mineira sem perder de vista o cenário nacional, foi muito bem acolhida pelas candidaturas à deputado estadual, com as quais fiz parceria durante a campanha eleitoral de 2018.

A fragilidade fiscal e a incapacidade do governo mineiro — quadro agravado pelo crime da Vale, em Brumadinho, que expõe o esgotamento desse modelo de mineração, associada à opção, já anunciada, pelo governador Zema em aderir ao programa de ajuste fiscal do governo federal — apontam inevitavelmente para a privatização da Cemig e da Copasa, além, é claro, do congelamento do salário dos servidores públicos.

Nesse cenário desafiador, entre um governo estadual omisso e um governo federal que ataca diariamente direitos constitucionais, conquistas históricas de segmentos mais vulneráveis da sociedade, as forças sociais comprometidas com a democracia e a justiça social precisam buscar a unidade e rechaçar propostas como as reformas previdenciária e trabalhista e, mais do que nunca, lutar pela defesa do patrimônio público e pela soberania do Brasil.

Mais do que derrotar as propostas que levam o povo brasileiro de volta ao século XIX, vamos construir uma agenda de enfrentamento que preserve o Estado Democrático de Direito que certamente passa pelo diálogo com os mais diversos setores da sociedade para a construção de um projeto nacional.

O encontro, o 1º de muitos que pretendo fazer, realizado na última segunda (1º), em Belo Horizonte, contou com a participação de deputados estaduais do PT, Betão Leninha e André Quintão; o vereador Pedro Patrus e militantes históricos; a ex-secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo; a ex-deputada e ex-prefeita de Betim, Maria do Carmo Lara; a ex-deputada Geiza Teixeira, a diretora de Políticas Sociais e Previdência da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg), Maria Alves e Leleco Pimentel; todos eles candidatos na última eleição.

Também presentes o assessor da deputada Marília Campos, André Teixeira; o assessor do deputado André Quintão, Wagner Caetano; a assessora do Betão, Sumara Ribeiro; o sindicalista Guido Coutinho; o assessor de Pedro Patrus, Eugênio Pasqualini; a secretária Municipal de Assistência Social, Segurança Alimentar e Cidadania de BH, Maíra Colares; e o assessor da deputada Leninha, Allan Silveira.

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Patrus na audiência da CCJ com Paulo Guedes: “reforma” proposta para Previdência é inconstitucional

Na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania vamos fazer o bom combate. Essa proposta de reforma da Previdência que o ministro Paulo Guedes apresenta e defende, além de sua perversidade social, pune duramente a classe média, os pobres, trabalhadoras e trabalhadores.

Também é uma proposta inconstitucional e o governo no poder sabe disso. Fere princípios da constituição, inclusive a Cláusula Pétrea, referente aos direitos e garantias individuais, onde nós contemplamos,vinculados aos direitos individuais, também os direitos sociais.

A nossa Constituição aponta para a justiça social, fala em redução das desigualdades sociais e regionais. Essa proposta de reforma da Previdência, apresentada pelo atual governo, aumenta as desigualdades sociais e também as regionais. Ela pune os mais pobres. Ela desmonta o sistema de seguridade social que é um sistema baseado na saúde, na previdência social e na assistência social.

Na CCJ, o ministro Paulo Guedes não escondeu o desconforto de precisar se explicar para o parlamento e a população. Quem foi escolhido para atender o setor bancário e financeiro talvez se ache acima da democracia.

Como estamos na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania o ministro Paulo Guedes foi obrigado a explicar porque a única proposta da #ReformaPéNaCova é o sacrifício de direitos e trabalhadores. E, como era esperado, ele não foi capaz.

Durante a audiência na CCJ, em um momento de clareza, Paulo Guedes elogiou a capacidade de Lula comparando seu governo aos governos anteriores. “Vários governos que passaram gastaram R$ 300 bilhões, R$ 400 bilhões por ano pagando juros da dívida sem tomar nenhuma medida para corrigir. E o Lula chegou e pegou R$ 10 bilhões só, e atingiu 40 milhões de famílias favoravelmente com o Bolsa Família. Isso é um impacto extraordinário. Mereceu ganhar uma eleição, duas eleições. Soube trabalhar. Com pouco dinheiro melhorou a vida de muitos de brasileiros”.

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Quando fui Ministro do Desenvolvimento social e Combate à Fome, no governo Lula, fui o responsável por implantar o programa Bolsa Família e as políticas públicas que tiraram 40 milhões de brasileiros da extrema pobreza. E também pela implementação do

O BPC, Benefício de Prestação Continuada, que garante um salário mínimo mensal ao idoso acima de 65 anos ou à pessoa com deficiência. frontalmente atingido pela proposta de reforma da Previdência em discussão, prejudicando os mais pobres. A Reforma não tem possui ideias e não avaliou alternativas de futuro para os aposentados, os trabalhadores e os mais pobres de um país com profunda desigualdade social. É uma proposta que enxerga apenas o passado, sem conseguir escrever um futuro possível.

Patrus se reúne com lideranças sociais e políticas em Porto Alegre

Em encontros com movimentos sociais e lideranças políticas em Porto Alegre, na última sexta (29), Patrus destacou a importância de discutir a tomada do Estado e seus recursos por interesses privados. Esse movimento, iniciado a partir do golpe do impeachment de 2016, está sendo aprofundado no governo de Jair Bolsonaro.

“Há uma disputa pelos recursos públicos, os recursos do Estado, que se concretiza com a reforma trabalhista e a proposta da reforma da Previdência, com o modelo de capitalização que favorece os bancos”, alertou Patrus.

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Num encontro com lideranças e militantes do PT, o deputado apontou caminhos para resistir à trágica reforma da Previdência, proposta pelo governo Bolsonaro.

“Nós temos 513 deputados na Câmara, a maioria de direita, conservadora. Mas por interesses eleitorais, eles são sensíveis à opinião pública. Se já sentem que seu eleitorado está se posicionando contra a reforma da Previdência, eles ficam mais fragilizados, mais em dúvida sobre o apoio à proposta do governo”, afirmou.

“Penso que a nossa resistência é um pé em Brasília e um pé na estrada. Ir para as ruas, para os movimentos. Fazer um trabalho de esclarecimento, sensibilizando e esclarecendo as pessoas sobre essa reforma”, acrescentou Patrus.

“Para enfrentarmos este momento, precisamos unificar todas as lutas contra o racismo, a questão das mulheres, a discriminação de gênero, pois temos que unificá-las em torno de alguns valores que coesionam, como a democracia, a justiça social e a derrota deste trágico projeto que hoje está se impondo no país”.

“Temos que continuar construindo o nosso socialismo democrático, libertário, nacionalista e terceiro mundista. Não é uma tarefa fácil. Tem uma questão que nós temos que enfrentar: como conciliar estado democrático de direito com a economia de mercado, a livre iniciativa, o direito de propriedade, mas com as exigências superiores do direito à vida, do bem comum e do interesse público”, acrescentou Patrus.

Conscientização e defesa da agricultura saudável

Em encontro com as lideranças da Setorial Agrária do PT, Patrus falou sobre o grande desafio dos mandatos federais, estaduais e movimentos sociais de levar o debate a todas as regiões do Estado, em torno de uma pauta de consenso sobre as questões cotidianas das comunidades que têm sistema de produção em comum.

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“Patrus trouxe uma importante contribuição quando destaca, além dos temas mais estruturantes, como a questão da reforma da Previdência, a democracia ameaçada simbolizada pela questão do Lula Livre, as questões do cotidiano, como a da água, dos agrotóxicos, da agroecologia”, observou Gerson Madruga, Coordenador da Setorial Agrária (PT/RS).

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Em entrevista ao jornalista e escritor Juremir Machado no programa Esfera Pública da Rádio Guaíba, Patrus falou sobre o desmonte das políticas públicas pelo governo Bolsonaro e a proposta de reforma da Previdência, um retrocesso para os brasileiros. Em seguida, Patrus se encontrou com os ex-governadores e ex-ministros do governo Lula, Tarso Genro e Olívio Dutra. Nos dois encontros, analisaram a atual conjuntura política.

CDHM aprova requerimento de Patrus para audiência pública com ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos

Aprovamos ontem na Comissão de Diretos Humanos e Minorias a realização de uma audiência pública com o objetivo de ouvir a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, sobre a situação dos conselhos e comitês vinculados ao Ministério, além da Comissão de Anistia.

A ministra precisa explicar se esses órgãos, de grande importância para a sociedade, estão funcionando.

Considerando, ainda, a necessidade desses instrumentos de participação dos cidadãos no controle e implementação das políticas públicas e os mecanismos democráticos de consulta e deliberação social, desenvolvidos pelos conselhos, comissões e comitês.

O requerimento que solicita a participação da ministra Damares Alves na audiência pública é de minha autoria e do meu colega, deputado Nilto Tatto (PT-SP).

Onze conselhos fazem parte do Ministério: Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial; de Combate à Discriminação; da Criança e do Adolescente; dos Direitos da Pessoa com Deficiência; dos Direitos da Pessoa Idosa; de Prevenção e Combate à Tortura; dos Povos e Comunidades Tradicionais; de Política Indigenista; dos Direitos da Mulher; da Juventude; da Anistia; e de Respeito à Diversidade Religiosa.

Os convidados para a audiência serão Damares Alves – Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos;Dra. Deborah Duprat – Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão; Leonardo Pinho – Presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos; Elisabetta Recine- nutricionista, professora e pesquisadora; José de Ribamar de Araújo – Coordenador-geral do Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT); Fernando Zasso Pigatto – Presidente do Conselho Nacional de Saúde.

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias irá marcar a data da audiência.

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Patrus e Leninha participam de reunião preparatória das Comunidades Eclesiais de Base

Acredito que o primeiro passo para enfrentar a atual conjuntura política, desafiadora, é o que estamos fazendo hoje: nos reunir nas igrejas, nos grupos ecumênicos, nas comunidades eclesiais de base, nos grupos de Fé e Política, nos espaços familiares, nos locais de trabalho e moradia.

Temos que cumprir um papel pedagógico, conversar com as pessoas, mostrar o que está acontecendo no Brasil. Mostrar quem está ganhando com a situação. Não é vontade de Deus. Precisamos colocar em prática os ensinamentos de Jesus e a doutrina social da Igreja.

Outro desafio é recuperar a dignidade da palavra “política”. Uma coisa é político corrupto, prepotente e ligado à milícia. Este, temos que combater. A palavra vem de “polis”, do grego. Político é aquele que se ocupa das questões da sua cidade, da sua região, do seu território, do sei estado, do seu país e, em sentido mais amplo, da humanidade, por meio da organização da vida coletiva.

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A reunião da Coordenação Estadual das CEB’s, realizada na Paróquia Nossa Senhora das Graças em Sete Lagoas (MG), no último sábado (16.03), contou com a participação da deputada estadual Leninha, do bispo da Diocese de Sete Lagoas, Dom Aloísio Vitral, e de representantes de 17 dioceses das 28 dioceses e arquidioceses mineiras (Guaxupé, Paracatu, Sete Lagoas, Mariana, Uberlândia, Almenara, Montes Claros, Belo Horizonte, Caratinga, Teófilo Otoni, Juiz de Fora, Governador Valadares, Oliveira, Luz, Janaúba, Campanha e Leopoldina).

O encontro teve início na sexta-feira (15) e terminou no domingo (17) e é a segunda e última fase preparatória para o Encontro Estadual das CEB’s, marcado para o período de 19 a 21 de julho, em Ipanema (MG)”