A IMPRENSA E O ÓDIO CRIMINOSO: uma polarização arquitetada

por Patrus Ananias

Nos últimos anos, temos acompanhado no Brasil duas grandes ações bastante explícitas: o incentivo à polarização política/social e a guerra midiática e jurídica contra o presidente Lula. Tais ações se confundem por diversas vezes, gerando efeitos ainda mais perversos do que o esperado. No último fim de semana, chegaram ao ponto de cometer um crime nas páginas de uma revista semanal – o artigo “Lula deve morrer” tem em seu título uma incitação ao crime, artigo 286 do Código Penal Brasileiro. Seu autor e a revista na qual foi publicado serão devidamente processados pelo ato criminoso declarado.

Desde os tempos da ditadura, quando lutávamos pela liberdade de expressão e de imprensa, sabíamos que essa luta nem sempre era acompanhada pelos próprios veículos da chamada “imprensa tradicional”, os quais muitas vezes tinham seus interesses alinhados com os ditadores no poder. Mais uma vez, a imprensa demonstra nesse episódio de que lado está e de que forma se comporta.

A exploração da polarização na sociedade brasileira e a guerra aberta contra Lula chegaram ao nível de permitir uma incitação ao crime estampada nas páginas de uma revista semanal. Ao longo deste processo, a fragilização da sociedade vêm permitindo que roubos de direitos e do patrimônio brasileiro aconteçam semanalmente.

Somente com a reunião e com a coragem das pessoas de boa vontade, dos que acreditam em um projeto de desigualdade e progresso para o Brasil, podemos nos levantar contra a destruição social que se espalha e que toma inclusive a forma de uma ameaça criminosa contra um ex-presidente.

Diário da Travessia (breves e atrasadas notícias)

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O Ministério do Desenvolvimento Agrário promoveu em Brasília no último dia 27 de julho uma reunião histórica. Desde que assumimos o Ministério estamos propondo às entidades e movimentos ligados à luta pela reforma agrária, ao desenvolvimento da agricultura familiar e das populações e comunidades tradicionais um amplo debate sobre a questão da terra, abordando-a na perspectiva local, regional, nacional e planetária; considerando-a à luz dos princípios constitucionais e leis que determinam a função social da propriedade e das riquezas. Continuar lendo