Belo Horizonte realiza encontro das forças democráticas

Organizado pelos mandatos de vereadores do PT, PSOL e PC do B de Belo Horizonte, em parceria com lideranças sociais, políticas, comunitárias e sindicais, o encontro denominado Cidades pela Democracia reuniu deputados e dirigentes de quatro partidos de vários estados, além de líderes políticos como Luiz Dulci e Maria Marighella, neta de Carlos Marighela.

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“Fico emocionado ao participar do Cidades pela Democracia, na Faculdade de Direito da UFMG, em Belo Horizonte. Esta escola é a minha casa, foi onde me formei e resisti contra a ditadura militar, aqui criamos o grupo Habeas Corpus para defender os presos políticos. E esta semana assistimos o filho do Bolsonaro pedir a volta do AI 5, um ataque frontal ao estado democrático de direito”, afirmou o deputado federal Patrus Ananias.

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Na mesa, ao lado dos deputados Rogério Correa (PT/MG), Joênia Wapichama (Rede/RO), Chico Alencar (PSOL/RJ), Júlio Delgado (PSB/MG) e Aurea Carolina (PSOL), Patrus Ananias ressaltou a importância do encontro. “É fundamental a união das forças políticas comprometidas com a vida. Fui prefeito de Belo Horizonte e a cidade deu sua contribuição histórica nas lutas sociais e agora mais uma vez, este encontro que reúne os partidos de esquerda, as forças do campo democrático, representantes dos movimentos sociais, líderes sindicais e comunitários terá, com certeza, uma dimensão nacional”.

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A unidade da diversidade foi defendida por todos. Para a secretária de relações institucionais do PC do B, Nádia Campeão, é fundamental o debate sobre novas sociedades. “Agora se apresentam desafios como o alto índice de desemprego e o impacto dos desmonte das políticas públicas de saúde e educação nas cidades”.

A neta de Carlos Marighella, Maria, lembrou que em 4 de novembro completa 40 anos do assassinato do militante e líder político Carlos Marighela. Ela alertou para a necessidade de lutar contra o que ela chamou de construção de uma sociedade de zumbis. “Aprendi com o Ailton Krenak que precisamos cantar, dançar e fazer chover, assim como meu avô fez chover”.

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Júlio Delgado falou sobre o caos que está na política ambiental. “É como aquela imagem que circulou amplamente nas redes: no nordeste, o óleo; no norte, as queimadas; no sudeste, a lama; e no sul, os agrotóxicos”. Ele também lamentou a retomada das atividades da Samarco em Mariana e mais ainda a receptividade de gestores municipais em relação à decisão do Copam que autorizou o reinício da mineração na cidade histórica.

A unidade também foi o ponto principal da fala de Luiz Dulci, que ressaltou o caráter de retrocesso do atual governo. “A unidade das esquerdas é importante, pois o atual governo não é apenas conservador, ele tem um caráter regressivo, propõe um retrocesso histórico e em várias dimensões é um retrocesso civilizatório”.

“Mais dia menos dia, assim como derrotamos a ditadura, vamos derrotar as forças da morte, do atraso, para afirmamos um projeto nacional digno dos nossos melhores sonhos, dos nossos melhores sentimentos”, disse Patrus.

Também presentes ao Cidades pela Democracia, o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, a deputada federal JÔ Moraes (PC do B), os deputados estaduais André Quintão (PT), Andréia de Jesus (PSOL) e Beatriz Cerqueira (PT); e os vereadores Arnaldo Godoy (PT), Bella Gonçalves (PSOL), Cida Falabella (PSOL), Gilson Reis (PC do B) e Pedro Patrus (PT).

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