Entrevista para o programa Inconfidências

Confira a entrevista que realizei para o programa Inconfidências, na qual discuti sobre a conjuntura política, o nosso mandato e nossa trajetória política.

https://www.youtube.com/watch?v=BDoBuPW_P3k

Reflexões sobre o processo eleitoral de 2014

A reeleição da presidenta Dilma Rousseff deu-se em um contexto de disputa política renhida. No primeiro turno pairou sobre nossa campanha, por um breve tempo, a sombra da candidatura pelo PSB de Marina Silva. Logo a sombra se desvaneceu, em face da inconsistência manifestada pela candidata. No segundo turno, a disputa com o senador Aécio Neves (PSDB) tornou-se o enfrentamento com a direita, que teve nos grandes meios de comunicação, com pouquíssimas e honrosas exceções, seu núcleo mais poderoso e disseminador de outros focos de resistência, alguns, inclusive, assumindo posturas agressivas e violentas.

A intensa participação do ex-presidente Lula, com seu carisma e extraordinária capacidade de empatia e comunicação, e a vigorosa adesão dos movimentos sociais, lideranças e militantes da esquerda foram fundamentais para assegurar a vitória. A aproximação entre velhos combatentes das causas populares e as gerações mais novas constituiu um belo cenário da campanha, que encontrou plena correspondência na votação maciça dos mais pobres e das classes trabalhadoras assalariadas. Ficou claro, por maiores que sejam as concessões que façamos, que a grande maioria dos mais ricos não gosta de nós, como de resto não gosta do Brasil e de nosso povo.

A presidenta Dilma elegeu-se com um discurso progressista, de esquerda.

No entanto, o cenário que se descortinou para o Partido dos Trabalhadores não foi dos melhores. É verdade que ganhamos os governos de Minas Gerais, Bahia, Ceará, Piauí e Acre. Perdemos o do Rio Grande do Sul. Tivemos desempenhos pífios em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, e na velha e sempre querida Província Rebelde, o estado de Pernambuco, nos salvamos pela esplêndida votação de Dilma no segundo turno. Mas o partido foi muito mal. Tivemos reduzida em dezoito deputados nossa bancada na Câmara Federal. Elegemos apenas dois senadores. Caiu muito nossa votação nas grandes cidades e regiões metropolitanas.

Temos muito que analisar, pensar, e a partir dessas reflexões buscar novos caminhos. Continua muito forte, especialmente nos grandes centros urbanos, o sentimento contra o PT. As causas e as consequências futuras desse estado de espírito de setores da população em relação a nosso partido e a nosso projeto devem ser objeto de estudos em outros espaços.

De outro lado, tivemos em Minas Gerais um resultado positivo. Elegemos o governador Fernando Pimentel no primeiro turno, aumentamos em 25% nossa bancada federal e praticamente mantivemos a bancada de deputados estaduais. A presidenta Dilma foi vitoriosa nos dois turnos, e seguramente foi no estado que governou que Aécio teve sua mais significativa derrota.

Cabe registro, todavia, que Belo Horizonte e basicamente toda a região metropolitana fizeram uma clara opção à direita. Em Contagem, salvou-se com esplêndida votação para deputada estadual a ex-prefeita Marília Campos. Os votos dados à candidata estão diretamente vinculados a seu carisma pessoal e ao excelente governo que realizou na cidade.

Com 80.262 votos, fui o deputado mais votado da capital mineira, tendo o segundo colocado da oposição obtido 46.370 e o segundo do PT, 27.549. Nossos votos decorreram também de nossa relação histórica com a cidade. Penso que o mesmo raciocínio, em outro nível, aplica-se à expressiva votação na capital do governador eleito Fernando Pimentel.

Feitas as ressalvas, podemos afirmar que Belo Horizonte e seu entorno mandaram-nos um sinal inquietante. É preciso compreendê-lo para não nos tornarmos no futuro o partido dos grotões. A propósito, importa lembrar a volta dos currais eleitorais, inclusive nas grandes cidades, como foi o caso de Belo Horizonte. Os novos coronéis são determinadas “lideranças comunitárias”, que prestam alguns serviços às comunidades pobres e depois cobram em forma de votos. Esse novo mandonismo local incide de forma mais vigorosa nas campanhas proporcionais do que nas majoritárias, especialmente para a Presidência da República e o governo do estado, que contam com maior divulgação, debates, e também pelos interesses que despertam. Incide de forma mais vigorosa nas campanhas proporcionais.

Enfim, ganhamos as eleições no Brasil e em Minas. Temos muitos desafios pela frente. A reforma política é um deles.

FAO premia Brasil por sucesso no combate à fome

Uma grande conquista para o país! Mais um reconhecimento do êxito das políticas sociais desenvolvidas no Brasil a partir do Governo Lula e mantidas e ampliadas no Governo Dilma.

O Brasil é um dos 25 países premiados pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) por ter reduzido pela metade o número absoluto de subalimentados no País. A meta brasileira foi alcançada antes de 2015, prazo estabelecido durante a Cúpula Mundial de Alimentação (CMA), em 1996, em Roma, na Itália.

A premiação ocorreu no domingo (30), na sede da FAO, na capital italiana. Na oportunidade, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello, destacou as políticas públicas de transferência de renda como vetores da desmistificação do pobre como um preguiçoso.

“Quando se pensa que a pobreza seja o resultado de uma leniência, que o pobre é um perdedor ou uma pessoa preguiçosa, não é bem assim”, afirmou a ministra.

“Porém, estamos construindo uma futura geração que não precisará do Bolsa Família, que teve acesso à educação e à saúde”, disse a ministra.

Segundo  o MDS, entende-se como subalimentação a ingestão insuficiente e prolongada de alimentos, de qualquer nutriente, indispensável à manutenção da saúde do indivíduo, podendo provocar consequências orgânicas e funcionais, como a subnutrição em crianças, por exemplo.

Atualmente, o número absoluto de pessoas nessa situação é medido pelo Indicador de Prevalência de Subalimentação da FAO. Segundo o indicador, o Brasil alcançou o nível menor que 5%, abaixo do qual a organização considera como superação do problema da fome.

Desde a criação do Programa Fome Zero, em 2003, as políticas públicas de combate à fome têm perseguido objetivos cujos resultados vêm sendo reconhecidos no Brasil e no mundo.

]Em 2013, a FAO afirmou que o Brasil reduziu pela metade a população que sofre com a fome. Em setembro deste ano,  o Relatório de Insegurança Alimentar no Mundo aponta que o Brasil saiu do mapa da fome.

Atualmente, o programa governamental referência para o acesso à alimentação é o Bolsa Família, mas desde 2003, várias são as políticas públicas para alcançar os índices desejáveis de segurança alimentar.

Eles mostram que em 10 anos, há 10% a mais de calorias disponíveis à população, houve crescimento real de 71,5% do salário mínimo e criação de 21 milhões de empregos e 43 milhões de crianças e jovens com refeições regulares em todas as escolas públicas do País.

Tradicionais - Segundo Tereza, o foco das políticas públicas passa a ser as comunidades de populações tradicionais locais. “Estamos promovendo políticas específicas de assistência técnica para quilombolas indígenas, para populações extrativistas, para pescadores artesanais, comunidades ribeirinhas”, disse.

Em parceria com os governos da África e organizações internacionais, como o Centro de Excelência contra a Fome do Programa Mundial de Alimentos (PMA), o Departamento Britânico para o Desenvolvimento Internacional (DFID) e a própria FAO, os programas, Nacional de Alimentos (PAA) e Nacional de Merenda Escolar (Pnae), vêm sendo aplicados em alguns países como, Etiópia, Níger, Moçambique, Malauí e Senegal.

Por Guilherme Ferreira, da Agência PT de Notícias

 

Roda de conversa com a deputada estadual Marília Campos

Participei, ontem, ao lado de militantes petistas e lideranças sociais, com muita alegria, da Plenária de nossa amiga e Deputada Estadual eleita Marília Campos. Como sempre, ótimas discussões e caminhos para Minas e o Brasil surgiram aqui. Marília e eu estaremos sintonizados para ajudar Pimentel e Dilma mudar Minas e o Brasil.
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