Fim de mais um ano, caminhemos, pois!

As festividades e celebrações como o Natal e o Ano Novo enfocam, com muita ênfase, palavras anunciadoras como felicidade, paz, amor, alegria, esperança, solidariedade e justiça. O Natal nos repõe a pessoa de Jesus de Nazaré que agrega em torno de sua mensagem profética e libertária pessoas de boa vontade que, independente de credos religiosos, querem ajudar as suas comunidades locais e regionais, o Brasil e o mundo a serem espaços mais razoáveis e sensatos do ponto de vista da convivência humana e das relações sociais, incluindo o respeito à natureza e o compromisso com as gerações futuras.

O início de um novo ano sempre nos traz a promessa de avanços e conquistas pessoais, familiares e coletivas. Para muitos é a possibilidade do recomeço e do sonho de novos projetos.

Em torno desses sentimentos, familiares e amigos se encontram. Além de orações e cantos, são os abraços e a troca de presentes. Pessoas distantes telefonam, enviam mensagens eletrônicas, alguns, de hábitos mais conservadores, insistem nos velhos cartões e generosas cartas.

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Nede, mais um adeus

Os nossos caminhos se encontraram, com certeza, nas poucas e aconchegadas ruas da Bocaiúva das nossas infâncias. Mas não guardo dele uma lembrança mais viva desses tempos. Eu era um pouco mais velho e não fomos colegas no grupo ou no ginásio.

O nosso encontro definitivo deu-se no curso médio, científico, quando formamos uma turma inesquecível, a primeira diplomada pela Escola Estadual Professor Gastão Vale.

Nede Caldeira Figueiredo foi o grande amigo dessa boa quadra da minha mocidade bocaiuvense. Formávamos uma dupla constante, que, com freqüência, se tornava um trio, quando a nós se integrava o admirável Eustáquio de Azevedo Coutinho, o Taquinho, ou Eustaquinho como Nede, afetuosamente, costumava chamar-lhe. Estudávamos juntos e ouvíamos música juntos – o gosto de Nede nunca mudou; permaneceu fiel aos velhos e bons boleros, samba-canções – tomamos juntos as primeiras pingas e cervejas, juntos desafinamos nas serenatas que fazíamos para as nossas colegas e outras bonitas moças bocaiuvenses, que essas, gerações sucessivas, sempre adornaram o cenário da nossa boa e generosa terra.

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O prefeito que fala demais…

Do Portal Minas 247

No início tímido no cargo, o prefeito de Belo Horizonte tomou gosto e passou a falar sobre quase tudo. Com isso, envolve-se em polêmicas e vira personagem frequente nas redes sociais. Os assessores é que não estão gostando nada disso

Minas 247 - Em 2008, quando surgiu na política, indicado candidato a prefeito de Belo Horizonte por dois políticos fortes em Minas (o atual senador Aécio Neves e o atual ministro Fernando Pimentel), Marcio Lacerda (PSDB) parecia satisfeito com o papel de coadjunte do poder na capital.

Mas não. A partir da última campanha eleitoral, passando pela comemoração com a vitória, Lacerda decidiu falar. E como fala…

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Oscar Niemeyer

Patrus Ananias

Todas as vezes que passo em frente ao chamado Centro Administrativo sinto sentimentos fortes e conflitantes. De um lado, a indignação cidadã e cívica de ver uma obra faraônica, cara e desnecessária. Pergunto-me sempre: que benefícios essa obra trouxe ao povo de Minas Gerais? Melhorou a administração pública? Tornou o poder – que é também e, sobretudo, serviço público! – mais próximo das pessoas, das famílias, das comunidades, dos movimentos sociais? Criou condições necessárias para que os servidores públicos possam trabalhar em melhores condições e assim servirem melhor à população?

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Manifesto: a crise mundial, a defesa do Brasil e da paz

Considero importante o manifesto que está sendo organizado por um grupo de forças populares, progressistas e de esquerda sobre a crise econômica e política mundial e de reaglutinação de forças no Brasil.
Manifesto aqui a minha concordância aos seus princípios e diretrizes e considero importante refletir sobre ele, coloca-lo em debate e divulgá-lo.
Começamos por aqui

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Os adeuses de Sérgio Miranda

Não me lembro o dia, o mês e o ano em que Sérgio Miranda e eu nos encontramos pela primeira vez. Sei que os nossos caminhos se encontraram nos dias difíceis e anunciadores em que confrontamos e derrotamos a ditadura, quando vinculamos as lutas democráticas ao mais generoso projeto de justiça social.

Encontramo-nos de forma mais visível e permanente quando nos elegemos vereadores em 1988. Foi uma legislatura que marcou época. Fizemos a Lei Orgânica de Belo Horizonte. Aprovamos importantes projetos de lei fundados em valores éticos e voltados para o bem da cidade.

Sérgio Miranda tornou-se uma liderança natural e um atento interlocutor de seus colegas na busca de encaminhamentos para os graves problemas da população belorizontina, especialmente os mais pobres.

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