Gil aos 70

Todos conhecem a dimensão musical de Gilberto Gil. Ele faz parte de uma esplêndida geração que renovou a música brasileira. Convivi de perto com ele no Ministério do governo Lula e tive a oportunidade de descobrir outras dimensões. Primeiro a de ministro: tratou da cultura como política pública. Traduziu em ações de governo e de Estado a cultura. Outra bela dimensão se manifestou em nossas conversas: um homem muito culto. Demonstra vasto conhecimento para além da música. Também é um homem de grande sensibilidade social. Certa vez, numa recepção, em 2004, no auge da crise do programa Bolsa Família, me pediu explicações singelas: “me conta, o que é esse programa e por que falam tão mal dele?”. Queria aprender. Muitos outros pontos nos unem, como o amor pelo Brasil, pela cultura, pelas pessoas.

Parabéns, Gil!

 [youtube]http://www.youtube.com/watch?v=RyhTW9dopD0[/youtube]

Nota de esclarecimento

Algumas pessoas têm perguntado sobre o blog “Patrus Governador”, que aparece nas pesquisas da internet. Este blog foi criado por apoiadores, durante a campanha de 2010. Infelizmente, perdemos o contato com essas pessoas e ele está praticamente desativado. Ele não é nosso blog oficial e não há relação de conteúdo entre os dois.

Felicidade e Economia – algo a ver?!

Róridan Duarte

Prosseguindo na reflexão do último post, acerca das críticas à utilização exclusiva do PIB como critério de mensuração de riqueza de uma nação, abordarei hoje uma das alternativas que vem sendo apresentadas por aqueles que lidam com a questão: o conceito de FNB – Felicidade Nacional Bruta (GNH na sigla em inglês).

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Garrincha e a seleção de 1962

Publicado originalmente no jornal Hoje em Dia, em 24/06/2012

Patrus Ananias

O Brasil recordou há poucos dias os 50 anos da conquista do bicampeonato mundial de futebol no Chile. Aos dez anos de idade, acompanhei atentamente aquela copa pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, na narração vibrante de Jorge Cury e nos comentários técnicos e precisos de João Saldanha.

Lembro-me da convocação dos jogadores. O time titular foi basicamente o de 1958. Como muitos brasileiros, devo muito a essas seleções, especialmente Pelé e Garrincha. Eu tinha certeza de que um time com esses dois jogadores e outros nove bons era imbatível. Anos depois, lendo a biografia de Garrincha, A Estrela Solitária, escrita por Ruy Castro, a minha intuição se confirmou. Continuar lendo

FIT – BH

Li, no Blog do Pedro Ananias, meu filho, um texto sobre o Festival Internacional de Teatro (FIT), que me trouxe ótimas lembranças. Foi uma das iniciativas que fizeram história na nossa época na prefeitura e que continua a se desdobrar.

FIT-BH, orgulho da cidade!

Em 1997, Belo Horizonte ganhou o título de Capital do Século. Não foi um título demagógico. Ele fez jus a um novo jeito de administrar a cidade, em que a inversão de prioridades tanto na área social, quanto na cultural, foram os pontos altos.

A dupla Patrus-Célio inaugurou a nova era. Nela, nasceram projetos sociais importantes, o orçamento participativo se consolidou, assim como os conselhos municipais, implantou-se pela primeira vez, uma política de saúde com o escopo da universalidade e da acessibilidade propostas pelos ideais do SUS, e assim por diante.
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Aos leitores do blog

O blog completa uma semana no ar e agradeço as manifestações de apoio e carinho recebidos em sua estreia. Li atentamente os comentários. Gostei muito de saber da repercussão deles na rede. Percebi que o texto Democracia Encolhida  despertou bastante interesse. Continuaremos discutindo este assunto, que é justamente sobre a participação das pessoas na vida política.
Continuemos nossa prosa.
Abraço fraterno a todos e todas.

Afinal de contas, o que é mesmo um país rico?!

Róridan Duarte

Ganha força, nos últimos anos, um saudável debate acerca dos critérios e métodos adotados pela humanidade para mensurar e para comparar riquezas, sobretudo entre nações.

Neste sentido, muito oportuno o slogan do governo federal (“País rico é país sem pobreza”) que, mesmo involuntariamente, dialoga com essa questão que aqui abordaremos.

O ponto focal é o questionamento que ganha força, contra o critério do PIB para aquele mister. Quero aqui abordar dois aspectos a esse respeito: um livro e um novo conceito. Falaremos um pouco do primeiro neste post, e abordaremos o novo conceito nos próximos dias.

O livro é “Reconsiderar a riqueza” do filósofo francês Patrick Viveret, cujo original de 2003 chegou até nós em 2006, editado pela Editora da Universidade de Brasília. Continuar lendo

Crime hediondo, sim senhor!

Publicado originalmente no jornal Hoje em Dia, edição de 17/06/2012

Patrus Ananias

Foi noticiado recentemente que a comissão de juristas encarregada de elaborar as propostas de reforma do Código Penal excluiu a corrupção do rol dos crimes hediondos. Nos termos da nossa Constituição, os crimes hediondos são inafiançáveis, imprescritíveis e insuscetíveis de graça ou de anistia. Entre eles, estão a tortura e o terrorismo.

Sabemos que para precisar o crime de corrupção é necessário lucidez e discernimento. Muitas vezes, coloca-se no campo das práticas lesivas ao patrimônio público erros de avaliação ou mesmo questões relativas à interpretação da lei. Continuar lendo

O Blog, a que vem

Este blog foi pensado para ser espaço de diálogo. O que nos pauta e nos unifica nessa prosa é a política, compreendida na acepção mais alargada da palavra. E, nos desdobramentos, cabem prosas poéticas, assuntos diversos, aqueles que constituem o desafio da nossa condição humana. Acredito na política, em seu sentido mais amplo, e  venho trabalhando na perspectiva de fazê-la um espaço de disputa de ideias, de concepções de mundo e construção de consensos e possibilidades compartilhadas. Esse espaço passa pelas disputas eleitorais, mas vai além. A política está no dia da gente.

Portanto, é um blog aberto a colaborações. Sugestões de leituras, divulgação de pontos de vista, opiniões. Sejam bem vindas e bem vindos!

Democracia encolhida

Publicado originalmente no Jornal Hoje em Dia, 27/03/2012

Patrus Ananias

Sabemos que nossa democracia enfrenta hoje, dentre outros, o gravíssimo problema da corrupção associada ao uso abusivo do dinheiro nos processos eleitorais. Mas o antídoto contra a compra de votos e a manipulação da consciência dos eleitores pela propaganda eleitoral é a crescente compreensão das pessoas sobre as suas responsabilidades políticas; é a presença dos militantes que participam ativamente da vida pública e comunitária sem visar ganhos ou cargos de poder. Continuar lendo